Veja o resumo da noticia

  • Uma área de quatro quarteirões no Butantã, zona oeste de São Paulo, atrai projetos imobiliários de uso misto.
  • Incorporadoras apostam em formar uma 'ilha' com escritórios, serviços e residenciais de alto padrão na região.
  • A SDI entrega o River South, com lajes corporativas 69% ocupadas e 86% das unidades residenciais vendidas.
  • A AW Realty planeja lançar o Distrito Pinheiros, com duas torres combinando espaços corporativos e residenciais.
  • O apelo do Butantã inclui vista para o Jockey, metrô, ciclovia e acesso à Marginal Pinheiros, com preços competitivos.
  • Restrições de zoneamento limitam novos projetos em parte da região, mas mudanças urbanísticas podem adensar áreas.
uso misto no Butantã
Divulgação

Uma área de quatro quarteirões no Butantã, na zona oeste de São Paulo, passou a atrair projetos imobiliários de uso misto, destaca reportagem do Valor. A aposta das incorporadoras é formar uma espécie de ilha com escritórios, serviços e residenciais de alto padrão.

A SDI está entregando o River South, com lajes corporativas e apartamentos de 35 a 122 m². Segundo dados da Binswanger Brazil citados pelo jornal, 69% da área corporativa já está ocupada, com aluguel pedido de R$ 155 por m².

Residencial ajuda a vender escritório

A área residencial do River South também mostra tração: 86% das unidades foram vendidas, com preço médio de R$ 19,2 mil por m². A SDI já havia entregado o River One em 2021 e também tem metade do Pinheiros One, primeiro projeto corporativo da região.

Juntos, River South, River One e Pinheiros One somam 70,7 mil m² de área corporativa. O River One está totalmente locado, enquanto o Pinheiros One tem vacância de 16,3%. O preço médio pedido na região subiu de R$ 120 para R$ 160 por m² em dois anos.

AW Realty prepara o Distrito Pinheiros

A AW Realty também entrou no radar da região e planeja lançar o Distrito Pinheiros. O projeto terá duas torres, cada uma combinando espaço corporativo e residencial, com quase 19 mil m² de lajes para escritório.

A primeira torre deve ser lançada entre agosto e setembro, com 8 mil m² corporativos e apartamentos de 45 a 125 m². A segunda, prevista para 2027, terá o restante dos escritórios e apartamentos maiores, de 230 m², ou possivelmente unidades multifamily. O VGV estimado é de R$ 850 milhões.

Mobilidade e escassez sustentam a tese

O apelo do Butantã combina vista para o Jockey, metrô, ciclovia, acesso à Marginal Pinheiros e preço ainda mais competitivo que eixos consolidados. A presença do Vista Cyrela by Armani/Casa, comercializado a mais de R$ 40 mil por m², reforça a tese de alto padrão no entorno.

Ao mesmo tempo, há pouco espaço para novos projetos em parte da região, por restrições de zoneamento. Para executivos do setor, mudanças urbanísticas poderiam adensar áreas com maior acesso ao transporte e reduzir a lógica de bairro dormitório.

*Com informações de Valor