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Veja o resumo da notícia

  • Mansão de R$ 220 milhões no Jardim Pernambuco, Leblon, dará lugar a empreendimento de alto padrão.
  • O Estância Pernambuco, da construtora Mozak, já vendeu sete das dez unidades, a partir de R$ 23 milhões.
  • As residências terão cerca de 600 m², cinco suítes e projetos individualizados pela Bernardes Arquitetura.
  • O condomínio contará com bosque privativo de 8 mil m², áreas de lazer e serviços de concierge.
  • Jardim Pernambuco é conhecido pela exclusividade, controle de acesso rigoroso e vista privilegiada.
  • A antiga mansão, considerada a mais cara do Brasil, tinha 2.500 m² e projeto paisagístico de Burle Marx.
Mansão R$ 220 milhões Jardim Pernambuco Rio de Janeiro mercado de luxo
Mansão tinha 2.500 metros quadrados de área construída Imagem: Bossa Nova Sotheby’s International Realty/Reprodução

Uma mansão anunciada por R$ 220 milhões no Jardim Pernambuco, uma das áreas mais exclusivas do Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, dará lugar a um empreendimento com dez casas de alto padrão. Desenvolvido pela construtora Mozak, o Estância Pernambuco já vendeu sete unidades, com preços a partir de R$ 23 milhões. A previsão é entregar a infraestrutura do condomínio no fim de 2028. 

O projeto ocupará o terreno onde ficava a propriedade que contava com 2.500 metros quadrados de área construída. A mansão ganhou notoriedade pelo preço pedido e chegou a ser considerada a mais cara do Brasil.

A proposta agora é dividir a área em lotes para a construção de residências personalizadas, com projetos arquitetônicos que podem vir a ser desenvolvidos em parceria com a Bernardes Arquitetura. O empreendimento também prevê áreas de lazer, um bosque privativo de 8 mil metros quadrados e serviços de concierge para os moradores. 

O escritório carioca Bernardes Arquitetura tem diversos projetos de alto padrão residenciais e comerciais, incluindo hotéis, restaurantes, instituições culturais e educacionais. Entre eles estão o MAR (Museu de Arte do Rio); o Hotel Fasano, de Belo Horizonte; e o novo prédio do Itaú Cultural, na avenida Paulista.

Modelo de casa de luxo do escritório  Bernardes Arquitetura que pode ser construído em local que abrigava mansão de R$ 220 milhões
Modelo de casa de luxo do escritório Bernardes Arquitetura
Projeto de casa de luxo do escritório Bernardes Arquitetura
Mirante de condomínio que ocupará espaço de mansão de R$ 220 mi
Lago dará vista para pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro
Moradores terão alemeda que conecta casa ao bosque por carrinho de golfe
Nova entrada do futuro condomínio que será erguido em mansão de R$ 220 mi

Casas têm cerca de 600 metros quadrados e cinco suítes 

Segundo Breno Elehep, sócio da Mozak, as residências do Estância Pernambuco terão, em média, 600 m², cinco suítes, piscina, espaço gourmet e saunas seca e úmida. Os projetos são individualizados, de acordo com as preferências de cada comprador. 

“Grande parte dos compradores escolheu assinar sua casa com o escritório Bernardes. Os detalhes, porém, ficam entre nós e cada proprietário: privacidade é um dos pilares deste projeto”, afirma Elehep. 

Restam apenas três casas disponíveis para compra, com preços a partir de R$ 23 milhões. Segundo Elehep, os valores podem aumentar.

“Conforme as casas vão sendo vendidas, o número de unidades disponíveis diminui e o projeto se torna cada vez mais exclusivo. Com essa redução de disponibilidade, o valor tende a aumentar, acompanhando a valorização do empreendimento”

Breno Elehep, sócio da Mozak

Elehep não deu detalhes sobre a identidade dos compradores. Limitou-se a afirmar que são grandes empresários do mercado financeiro do Rio de Janeiro.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, Marcus Vinícius Souza, gerente de novos negócios da Mozak, havia dito que não bastava ao comprador apenas ter dinheiro para adquirir uma área no local. Eles precisavam ser indicados por seus futuros vizinhos.

Acesso a bosque privativo

O projeto prevê 2.500 metros quadrados de áreas de lazer, com quadras de beach tennis e futebol, academia e playground. Os espaços serão integrados a um bosque privativo de 8 mil metros quadrados, que terá três mirantes. 

Haverá ainda uma alameda interna, percorrida em carrinho de golfe, que conecta as casas à natureza, segundo o sócio da Mozak. O condomínio também contará com serviço de concierge, responsável por atender às necessidades dos moradores e facilitar tarefas do dia a dia. A empresa não detalhou quais serviços estarão incluídos nem como será feita a cobrança. 

Apesar de o empreendimento já ter sete casas vendidas, a obra ainda está em uma etapa inicial. Segundo Elehep, o trabalho está concentrado na demolição da mansão que ocupava o terreno. A previsão informada pela construtora é entregar a infraestrutura completa do condomínio no fim de 2028. 

Por que o Jardim Pernambuco é um dos endereços mais exclusivos do Rio

O Jardim Pernambuco é um dos endereços mais exclusivos e caros do Rio de Janeiro. Localizado no Leblon, na Zona Sul, o condomínio funciona como um pequeno bairro fechado. 

Mansão anunciada por R$ 220 milhões no Jardim Pernambuco já foi considerada a mais cara do Brasil

Com poucas ruas arborizadas e cercadas por área verde,  abriga cerca de 150 imóveis de altíssimo padrão, todos com rigoroso controle de acesso. O local conta com dezenas de pessoas dedicadas à fiscalização, monitoramento e triagem de entrada, além de câmeras espalhadas por todas as vias, vigilância 24 horas e cancelas, segundo reportagem do jornal O Globo.

Situado em uma área elevada e cercado pela Mata Atlântica, o condomínio oferece vista para o Morro Dois Irmãos e para o mar, ficando a apenas cinco minutos a pé da praia do Leblon.  Os moradores contam ainda com áreas comuns exclusivas, como praça arborizada e quadras de tênis privativas. A oferta de imóveis no local é historicamente baixa, já que os terrenos são amplos e as casas costumam ocupar apenas um pedaço dos lotes.

Como era a mansão mais cara do Brasil

A mansão de 2.500 metros quadrados de área construída estava à venda desde 2019 por R$ 220 milhões. O imóvel pertencia à família Amaral, ex-proprietária da rede de supermercados Disco, e foi comprado em 2024 pela Mozak em uma negociação intermediada pela imobiliária Sérgio Castro Ouro. O preço final da venda não foi oficialmente divulgado.

Construída na década de 1980 em estilo inglês, o imóvel impressionava por suas proporções. A estrutura contava com seis suítes, 18 banheiros, 15 vagas de garagem, salas de estar, jantar, música e reunião, além de biblioteca, sauna, churrasqueira, piscina semiolímpica e elevador. 

Outro grande destaque era o projeto paisagístico assinado por Roberto Burle Marx, que incluía lago, áreas de lazer e um heliponto particular. A piscina garantia vista privilegiada para o Cristo Redentor e para a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Clayton Freitas

Clayton Freitas é jornalista há mais de 20 anos, com atuação em cidades, negócios, economia e mercado imobiliário. Já teve passagens por veículos como Forbes, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Veja São Paulo. É colaborador do Portas.

Clayton Freitas é jornalista há mais de 20 anos, com atuação em cidades, negócios, economia e mercado imobiliário. Já teve passagens por veículos como Forbes, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo e Veja São Paulo. É colaborador do Portas.