Gráficos e moedas para página de indicadores econômicos com impacto no mercado imobiliário
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Selic, CDI, IPCA, IGP-M, INCC, IVAR e FipeZap são os principais termômetros econômicos do mercado imobiliário brasileiro — eles definem o custo do financiamento, o reajuste do aluguel e a inflação da construção civil. Nesta página, mantida atualizada pelo Portas, você acompanha o valor mais recente de cada um, o que ele significa na prática para quem compra, vende ou aluga um imóvel, e de onde vem o dado. Dados atualizados em 14 de setembro de 2026.

Painel rápido: os indicadores hoje

Indicador Valor mais recente Referência Fonte
Selic (meta) 14,00% a.a. Copom, ago/2026 Banco Central (SGS)
CDI 13,90% a.a. set/2026 Banco Central (SGS)
IPCA -0,32% no mês · 4,22% em 12 meses ago/2026 IBGE, via Banco Central (SGS)
IGP-M -0,22% no mês · 2,18% em 12 meses ago/2026 FGV IBRE, via Banco Central (SGS)
INCC-DI 0,66% no mês · 6,61% em 12 meses ago/2026 FGV IBRE, via Banco Central (SGS)
IVAR 0,29% no mês · 5,09% em 12 meses ago/2026 FGV IBRE
FipeZap Aluguel +0,70% no mês (+5,97% no ano) · Venda +0,46% no mês (+2,89% no ano) jul/2026 Fipe/Zap

Selic

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) a cada 45 dias. É o ponto de partida para o custo do crédito imobiliário: quando ela sobe, os bancos encarecem o financiamento; quando cai, a tendência é o financiamento ficar mais barato — embora com defasagem, já que os bancos costumam levar alguns meses para repassar o movimento integralmente.

Taxa atual: 14,00% ao ano, após o 4º corte consecutivo do Copom em agosto de 2026. É o menor patamar desde março de 2025, mas ainda um nível alto para os padrões históricos recentes.

CDI

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa que os bancos cobram entre si em empréstimos de curtíssimo prazo. Na prática, anda colado à Selic e serve de referência para a rentabilidade de fundos imobiliários (FIIs), CRIs e outras aplicações de renda fixa ligadas ao setor — quanto maior o CDI, mais difícil fica para o investimento em imóveis físicos competir com a renda fixa.

Taxa atual: 13,90% ao ano (setembro de 2026), levemente abaixo da Selic, como é padrão.

IPCA

O IPCA é o índice oficial de inflação do Brasil, calculado pelo IBGE e usado pelo Banco Central para definir a Selic. No mercado imobiliário, é a régua de comparação para saber se os aluguéis e os preços de venda estão subindo acima ou abaixo do custo de vida — e é o índice de correção usado em financiamentos na modalidade “IPCA+”.

Variação de -0,32% em agosto de 2026, acumulando 4,22% em 12 meses.

IGP-M

O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), calculado pela FGV, é o índice mais usado em contratos de aluguel residencial e comercial no Brasil para o reajuste anual. Diferente do IPCA, é influenciado por preços no atacado e pelo câmbio, o que o torna mais volátil — em anos de dólar em alta, tende a subir mais que a inflação ao consumidor.

Variação de -0,22% em agosto de 2026, acumulando 2,18% em 12 meses — quem tem contrato de aluguel com aniversário em setembro de 2026 usa esse acumulado no reajuste.

INCC-DI

O INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção), também da FGV, mede a variação do custo de material e mão de obra na construção civil. É o índice usado para reajustar as parcelas de imóveis comprados na planta durante a fase de obras — quanto maior o INCC, mais cara fica a parcela até a entrega das chaves.

Variação de 0,66% em agosto de 2026, acumulando 6,61% em 12 meses — bem acima da inflação ao consumidor, reflexo da pressão de custos na construção.

IVAR

O IVAR (Índice de Variação de Aluguéis Residenciais), da FGV IBRE, mede diretamente quanto os aluguéis residenciais efetivamente variam em quatro capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre) — diferente do IGP-M, que é usado para reajuste contratual mas reflete preços no atacado, não o aluguel em si.

Variação de 0,29% em agosto de 2026, ante 0,66% em julho — desaceleração. Acumulado de 5,09% em 12 meses, com Belo Horizonte na liderança (+8,47% no ano).

FipeZap

O Índice FipeZap, produzido pela Fipe em parceria com o Zap Imóveis, acompanha os preços de venda e locação de imóveis anunciados em dezenas de cidades brasileiras. É a referência mais citada do mercado para saber se os imóveis estão ficando mais caros ou mais baratos na prática — diferente dos índices de reajuste contratual, ele reflete preço de anúncio real.

Aluguel residencial: +0,70% em julho de 2026, acumulando +5,97% no ano — acima da inflação. Venda residencial: +0,46% em julho de 2026, acumulando +2,89% no ano — ainda abaixo da inflação, com desconto médio recorde de 14% nas negociações.


Como e quando atualizamos esta página

Selic, CDI, IPCA, IGP-M e INCC-DI vêm diretamente da API de Séries Temporais do Banco Central (SGS), que publica dados oficiais do BC e repassa os índices calculados pela FGV e pelo IBGE. IVAR e FipeZap não têm API pública — são conferidos manualmente nos boletins mensais da FGV IBRE e da Fipe/Zap. A página é revisada com a divulgação de cada novo dado relevante (o Copom se reúne a cada 45 dias; os demais índices são mensais).

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre IGP-M e IVAR?

O IGP-M é o índice contratual — é ele que a maioria dos contratos de aluguel usa para calcular o reajuste anual, e reflete principalmente preços no atacado e câmbio. Já o IVAR mede a variação real dos valores de aluguel praticados em quatro capitais. Em geral, o IGP-M é mais volátil; o IVAR tende a andar mais próximo da inflação ao consumidor.

Como a Selic afeta o financiamento imobiliário?

A Selic é a base para o custo do dinheiro no Brasil. Quando ela sobe, os bancos encarecem as taxas de financiamento imobiliário (mesmo as linhas com funding do FGTS ou poupança sentem o efeito indiretamente); quando cai, o financiamento tende a ficar mais barato, mas com defasagem de alguns meses até os bancos repassarem o corte integralmente.

Por que o INCC costuma subir mais que o IPCA?

O INCC mede especificamente o custo de material de construção e mão de obra da construção civil, um mercado com dinâmica própria (preço de aço, cimento, escassez de mão de obra qualificada) que nem sempre acompanha a cesta de consumo geral usada no IPCA. Em períodos de aquecimento do setor, é comum o INCC correr acima da inflação ao consumidor — como ocorre hoje.

Onde encontro o histórico completo desses indicadores?

Selic, CDI, IPCA, IGP-M e INCC-DI têm série histórica completa e gratuita no Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central. IVAR é publicado pela FGV IBRE e o FipeZap tem relatórios mensais completos no site oficial do índice.


Quer o panorama completo do setor, além dos indicadores isolados? Veja também o Mercado imobiliário 2026: como está hoje e o que esperar e as calculadoras e ferramentas do Portas.

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.