Veja o resumo da notícia
- O interesse em imóveis como investimento caiu de 30% para 22% entre brasileiros que planejam comprar nos próximos seis meses.
- A busca por imóveis para moradia aumentou de 70% para 78%, segundo o Índice de Confiança do Mercado Imobiliário.
- São Paulo e Goiânia lideram o interesse em investir em imóveis, ambas com 29% dos potenciais compradores.
- 16% dos participantes da pesquisa possuem propriedade para aluguel, proporção que atinge 44% na faixa de renda mais alta.

O imóvel perdeu atratividade como investimento entre os brasileiros que pretendem comprar uma propriedade nos próximos seis meses. Nesse grupo, 22% apontam o investimento como objetivo, oito pontos percentuais abaixo dos 30% registrados no trimestre anterior.
Na direção oposta, a parcela que busca um imóvel para morar subiu de 70% para 78%. Os dados integram a sétima edição do Índice de Confiança do Mercado Imobiliário, produzido pela Loft em parceria com a Offerwise.
Intenção de compra alcança 15% nas seis capitais
Ao considerar todos os entrevistados, 15% afirmam que pretendem adquirir um imóvel no horizonte de seis meses. Segundo Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, o movimento não representa uma inversão de perfil, pois a compra para moradia já era majoritária.
A mudança indica, na avaliação do executivo, que o imóvel físico perdeu espaço para outras aplicações na decisão de parte dos potenciais compradores durante o último trimestre.
São Paulo e Goiânia lideram interesse em investir
Entre os compradores potenciais de cada cidade, São Paulo e Goiânia têm as maiores proporções de interessados em investir, ambas com 29%. Belo Horizonte aparece com 28%, Brasília com 27%, Rio de Janeiro com 24% e Porto Alegre com 20%.
Para quem ainda escolhe imóveis como investimento, pesam a percepção de segurança, a intenção de não deixar recursos parados em conta e a diversificação da carteira.
Imóveis para locação refletem diferença de renda
Entre todos os participantes, 16% dizem ter uma propriedade disponível para aluguel. A proporção chega a 44% na faixa de renda mais alta e fica em 22% no estrato seguinte.
A pesquisa ouviu 1.400 adultos, de todas as faixas de renda, entre 21 e 30 de julho de 2026. O questionário online abrangeu Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia.
*Com informações de Exame







