Veja o resumo da notícia

  • Belo Horizonte comercializou 12.099 imóveis no primeiro semestre de 2026, uma queda de 6,7% em relação a 2025.
  • O setor residencial representou cerca de 90% das vendas na capital, com destaque para os apartamentos.
  • Apesar do menor volume de vendas, o preço médio do metro quadrado privativo dos apartamentos em BH subiu 1,5%.
  • Em Minas Gerais, os financiamentos de casas e apartamentos recuaram 1,4% no mesmo período.
  • No Brasil, as vendas financiadas de imóveis cresceram 6,6%, com Minas Gerais respondendo por 7,88% das operações.
mercado imobiliário de Belo Horizonte
Cristian Lourenço/iStock

Belo Horizonte comercializou 12.099 imóveis no primeiro semestre de 2026, entre unidades residenciais, pontos comerciais e lotes. O volume ficou 6,7% abaixo das 12.970 transações registradas no mesmo período de 2025. O Data Secovi atribui o movimento à acomodação após anos de crescimento, em um ambiente de juros altos e maior endividamento das famílias. Os dados foram destacados pelo Diário do Comércio.

Residencial mantém predominância

Cerca de 90% das unidades vendidas na capital foram residenciais. Os apartamentos somaram 9.485 negócios, queda de 7,1% ante os 10.206 do primeiro semestre de 2025. Super Luxo e Econômico Faixa 4 cresceram 4,8% cada, e o padrão Standard avançou 2,4%. Luxo caiu 33,2%; Alto, 25,9%; Médio, 19,3%; e Econômico, 7,9%. Isso mostra uma resiliência das faixas de maior valor – menos dependentes de crédito – e de menor valor – puxadas pela necessidade de moradia e condições de financiamento.

Preço médio sobe apesar do menor volume

O valor médio do metro quadrado privativo dos apartamentos passou de R$ 14.356 para R$ 14.574, alta anual de 1,5%. Lourdes, Gutierrez e São José superaram R$ 21 mil por metro quadrado, enquanto Pilar, Olaria e Madre Gertrudes ficaram abaixo de R$ 3.150. Buritis, Lourdes e Savassi concentraram 9% do VGV da capital, cerca de R$ 1,11 bilhão.

Financiamentos recuam em Minas

Em todo o estado, as vendas financiadas de casas e apartamentos somaram 39.987 unidades, 1,4% abaixo das 40.541 operações do primeiro semestre de 2025. O financiamento de apartamentos caiu 4,3%, de 19.966 para 19.101 contratos. O de casas passou de 20.575 para 20.886, praticamente estável, enquanto o home equity avançou 30,3%, de 871 para 1.135 operações.

Brasil avança na direção oposta

No país, as vendas financiadas chegaram a 507.299 unidades, alta de 6,6% sobre as 475.748 do ano anterior. Casas cresceram 11,8%, para 285.900 contratos, e apartamentos avançaram 0,6%, para 221.329. Minas respondeu por 7,88% das operações nacionais, atrás apenas de São Paulo, com 34,7%.

*Com informações de Diário do Comércio

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.