Veja o resumo da notícia
- Loteamentos e condomínios de alto padrão avançam em cidades próximas a São Paulo, impulsionados pela busca por qualidade de vida.
- Campinas e arredores concentram 41% dos 445 empreendimentos lançados entre 2023 e 2025 no interior paulista.
- A diferença de preço em relação à capital permite oferecer casas maiores, áreas verdes e infraestrutura de lazer.
- Projetos como La Reserva em Atibaia e Lagú em São Roque comercializam casas com preços competitivos por m².
- A moradia permanente ganha peso, com compradores buscando residência principal e adaptações para reunir a família.
- Infraestrutura regional, segurança e serviços são argumentos de venda, com incorporadoras apostando na valorização futura.

Loteamentos e condomínios horizontais de alto padrão avançam em cidades conectadas a São Paulo por rodovias e localizadas a até uma hora e meia da capital, destaca reportagem da Folha. Segundo o Secovi-SP, foram lançados 445 empreendimentos desse tipo no interior paulista entre 2023 e 2025 e outros 27 apenas no primeiro trimestre de 2026.
Campinas e arredores concentram 41% do total, mas Atibaia, São Roque, São José dos Campos, Sorocaba e Indaiatuba também aparecem no radar das incorporadoras. O movimento sugere que qualidade de vida e flexibilidade de trabalho ampliaram o raio residencial do paulistano.
Preço e metragem ampliam a proposta de valor
A diferença de preço em relação à capital permite oferecer casas maiores, áreas verdes e infraestrutura de lazer. Em Atibaia, o La Reserva comercializa casas a cerca de R$ 10 mil por m², com plantas de 127 a 246 m². Em São Roque, o Lagú prevê 160 casas de 200 a 320 m², a R$ 9,5 mil por m².
A Stemmi prepara em São José dos Campos casas mobiliadas de 600 m² por R$ 15 milhões a R$ 16 milhões, além de loteamentos com terrenos de 600 a 2.400 m².
Moradia permanente ganha peso
Os projetos não são vendidos apenas como segunda residência. No La Reserva, a maior parte dos compradores pretende morar em Atibaia, segundo a incorporadora.
Em São Roque, o Grupo Misura identificou procura relevante de pessoas com mais de 60 anos interessadas em mudar definitivamente e adaptar a casa para reunir a família. A demanda levou a empresa a incluir elevadores e dormitórios no térreo em algumas plantas.
Infraestrutura regional vira argumento de venda
Além da casa, pesam segurança, serviços, escolas, emprego, gastronomia e acesso rodoviário. Incorporadoras também apostam na valorização futura com melhorias de mobilidade. O Grupo Alphaville, por exemplo, lançou em Sorocaba um bairro planejado com 518 lotes e 160 mil m² de áreas verdes e prepara novas fases em outras cidades.
Para o setor, o desafio é equilibrar escala, infraestrutura e tempo de deslocamento: quanto mais esses municípios se integram economicamente à capital, maior tende a ser a concorrência por terrenos e compradores e maior o trânsito.
*Com informações de Folha de S.Paulo







