Veja o resumo da notícia
- O Rio de Janeiro registrou 25 mil unidades imobiliárias lançadas em 12 meses até junho de 2026, indicando um novo ciclo de expansão.
- O Plano Diretor de 2024 e incentivos como o Porto Maravilha facilitaram projetos residenciais na Zona Norte, Centro e Região Portuária.
- O programa Minha Casa, Minha Vida sustenta parte da demanda com juros subsidiados, impulsionando lançamentos de grandes construtoras.
- Imóveis compactos, próximos ao transporte e com áreas comuns, ganharam espaço, representando um terço dos lançamentos em junho.
- No Centro e Região Portuária, cerca de 70% das compras de compactos utilizam FGTS, indicando aquisição para moradia.
- O turismo impulsiona a demanda por hospedagem e locação temporária, com o Rio recebendo 2,2 milhões de visitantes estrangeiros em 2025.
- O mercado corporativo também mostra recuperação seletiva, com edifícios registrando alta ocupação na cidade.

O Rio de Janeiro acumulou 25 mil unidades lançadas nos 12 meses encerrados em junho de 2026, segundo dados da Ademi-RJ. Apenas no início deste ano, foram 6,6 mil unidades, destaca reportagem de O Globo. O avanço ocorre mesmo com juros elevados e reforça a leitura de um novo ciclo de expansão, embora executivos classifiquem o aquecimento como seletivo e dependente de localização e adequação do produto.
Plano Diretor e MCMV redesenham o mapa
O Plano Diretor de 2024 facilitou projetos residenciais na Zona Norte, no Centro e na Região Portuária. Incentivos do Porto Maravilha e do Reviver Centro também apoiam a reocupação urbana.
Nesse cenário, o Minha Casa, Minha Vida sustenta parte da demanda com juros subsidiados. A Cury lançou oito empreendimentos no Rio em 2026, somando 5,4 mil unidades, enquanto a Tenda projeta crescimento de 30% no volume de lançamentos no ano.
Compactos atendem moradia e locação
Imóveis menores e próximos ao transporte ganharam espaço, acompanhados por áreas comuns e serviços. Em junho, um terço das unidades lançadas era compacto.
Ainda assim, esse formato não se destina apenas ao aluguel por temporada: no Centro e na Região Portuária, cerca de 70% das compras usam FGTS, indicativo de aquisição para moradia. Na Zona Sul, a escassez de terrenos e a demanda reprimida favorecem projetos de alto padrão e estúdios para aluguel por temporada.
Turismo estimula hotelaria e ativos corporativos
O turismo adiciona demanda por hospedagem e locação temporária. Em 2025, o Brasil recebeu 9,3 milhões de visitantes estrangeiros, 37% acima de 2024, e 2,2 milhões chegaram pelo Rio.
A Glória Participações adquiriu o Praia Ipanema para instalar um hotel de ultraluxo. No mercado corporativo, os seis edifícios da BGRE na cidade registram ocupação agregada de 89%, outro sinal de recuperação seletiva.
*Com informações de O Globo







