Veja o resumo da noticia
- O preço médio do m² na Avenida Beira Mar, em Fortaleza, subiu de R$ 14,5 mil em 2020 para R$ 23 mil atualmente.
- Unidades de novos empreendimentos na orla já superam R$ 30 mil por m², com nove projetos lançados desde 2019.
- A reforma da Beira Mar e o novo Plano Diretor, que elevou o limite de altura dos edifícios, impulsionaram os projetos.
- Antigos hotéis estão sendo substituídos por residenciais de alto padrão, com VGV de R$ 2 bilhões em alguns casos.
- As vendas estão fortes, com alguns projetos totalmente vendidos, levando incorporadoras a buscar novas opções de terreno.

A Avenida Beira Mar, em Fortaleza, atravessa uma nova onda de projetos residenciais de alto padrão. Segundo dados da consultoria Brain citados pelo Metro Quadrado, o preço médio nas quadras da avenida chegou a R$ 23 mil por m², considerando também o estoque antigo. Em 2020, a média era de R$ 14,5 mil por m².
Entre unidades lançadas nos últimos anos, os valores já superam R$ 30 mil por m² em alguns casos, conforme informações de mercado. Até 2019, um empreendimento considerado caro na cidade não passava de R$ 17 mil por m². Desde então, nove projetos foram lançados na orla.
Reforma da orla e Plano Diretor destravam projetos
Dois movimentos ajudaram a viabilizar os novos empreendimentos. A reforma da Beira Mar, concluída em 2021, ampliou os espaços para esporte e melhorou a percepção de segurança. Além disso, o novo Plano Diretor elevou o limite de altura dos edifícios de 72 para 170 metros, condicionado à compra de outorgas pelas incorporadoras.
Com maior potencial construtivo, o custo do terreno pode ser diluído em prédios mais altos. Os projetos receberam o apelido de “super prédios”, embora a transformação do skyline ainda esteja em curso: apenas o One, da Colmeia, está concluído; os demais seguem em obras.
Hotéis antigos abrem espaço para residenciais
Parte dos projetos ocupa terrenos de hotéis que perderam atratividade econômica diante da valorização. A Diagonal desenvolve empreendimentos nos endereços dos antigos Samburá e Vela e Mar. A empresa soma três projetos na Beira Mar e outros dois de frente para o mar, atrás de clubes tombados. Juntos, os cinco têm VGV de R$ 2 bilhões.
A Moura Dubeux também constrói dois empreendimentos vizinhos no terreno do antigo hotel Seara. Um deles, o Mansão Seara, tem projeto de Arthur Casas. Já o Ivens Monumental, da Idibra em sociedade com a Diagonal, oferece unidades de 650 m².
Vendas fortes reduzem as opções de terreno
Três projetos da orla estão totalmente vendidos, e os demais registram percentuais entre 77% e 99%, segundo a reportagem. Com as áreas mais evidentes já negociadas, incorporadoras avaliam hotéis remanescentes, edifícios residenciais antigos e projetos de uso misto como alternativas para manter a oferta.
*Com informações de Metro Quadrado







