Veja o resumo da notícia

  • Os cinco maiores bancos do Brasil detinham R$ 11 bilhões em ativos para venda até junho de 2026, sendo R$ 10 bilhões em imóveis retomados.
  • A Caixa Econômica Federal concentra a maior parte, com R$ 6,03 bilhões em ativos e 24.572 das 27.004 unidades mapeadas.
  • O levantamento Mapa Resale é uma estimativa indicativa, pois os bancos não detalham de forma padronizada os ativos imobiliários.
  • O montante de imóveis retomados representa cerca de 0,7% do total de financiamentos imobiliários no país, considerado baixo pela Abecip.
  • A venda desses imóveis auxilia os bancos na recuperação de crédito e na redução de custos de manutenção.
imóveis retomados pelos bancos
AngelaMacario/iStock

Os cinco maiores bancos do país mantinham R$ 11 bilhões em ativos para venda em 30 de junho de 2026. Desse total, estima-se que cerca de R$ 10 bilhões seriam imóveis retomados após operações de crédito não pagas. O cálculo é da nova pesquisa Mapa Resale, noticiada pelo Valor, e abrange 27.004 unidades – de todos os bancos citados, exceto o Itaú.

A Caixa Econômica Federal concentrava R$ 6,03 bilhões dos ativos mantidos para venda. Na sequência, apareciam Bradesco, com R$ 2,53 bilhões; Santander, com R$ 1,59 bilhão; Itaú, com R$ 598 milhões; e Banco do Brasil, com R$ 302 milhões. Bradesco, Santander e Itaú não se pronunciaram sobre o levantamento.

Caixa lidera também em unidades

A participação da Caixa é maior no número de imóveis ofertados. Dos 27.004 ativos mapeados, 24.572 estavam no banco público. Santander tinha 1.365 unidades, Banco do Brasil, 633, e Bradesco, 434. O Itaú não disponibilizou essa informação.

A Caixa informou ao Valor que seu portal reunia aproximadamente 27 mil imóveis disponíveis para comercialização. Segundo o banco, o volume muda conforme novas incorporações e vendas são realizadas.

Estimativa exige leitura cuidadosa

O levantamento Mapa Resale é novo e terá periodicidade trimestral. Há uma limitação importante para o levantamento: os bancos não detalham de forma padronizada quanto dos ativos para venda corresponde a imóveis. Por isso, os R$ 10 bilhões são uma estimativa indicativa, construída com demonstrações financeiras, portais de venda, dados observados e hipóteses analíticas.

A variação desse estoque também não mede, sozinha, a inadimplência dos compradores. O saldo resulta da entrada de novos ativos, da velocidade de venda, de baixas e de reclassificações contábeis.

Montante é baixo diante do crédito total

Embora relevante para os balanços, o valor estimado equivale a cerca de 0,7% dos R$ 1,455 trilhão em financiamentos imobiliários no país. A Abecip avalia que a proporção é baixa e afirma que a inadimplência dos contratos com atraso de até 90 dias permanece em níveis historicamente reduzidos, mesmo com a Selic em 14% ao ano.

Para os bancos, acelerar a venda desses imóveis ajuda a recuperar crédito, reduzir custos de manutenção e converter ativos em recursos financeiros. A nova série do Mapa Resale deve ampliar a visibilidade sobre esse mercado e permitir o acompanhamento da capacidade de liquidação do estoque.

*Com informações de Valor Econômico

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.