Veja o resumo da notícia
- O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) subiu 0,29% em agosto de 2026, com taxa anual de 5,09%.
- Três das quatro capitais pesquisadas (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) registraram desaceleração ou queda.
- Belo Horizonte foi a única capital a acelerar, com alta de 1,05% em agosto e 8,47% na comparação anual.
- A moderação nacional é explicada pela inflação mais comportada e menor pressão da demanda por locação.
- A expectativa é de estabilidade nos aluguéis até o fim do ano, com ressalva para um choque inflacionário.

O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) subiu 0,29% em agosto de 2026, após avançar 0,66% em julho. Com isso, a taxa acumulada em 12 meses ficou praticamente estável, ao passar de 5,08% para 5,09%. Calculado pelo FGV-IBRE, o indicador acompanha valores efetivamente negociados em contratos residenciais intermediados por administradoras de imóveis, em vez de preços anunciados.
Capitais mostram ritmos diferentes
Três das quatro capitais pesquisadas tiveram desaceleração ou queda na leitura mensal. Em São Paulo, a variação recuou de 0,45% para 0,30%; no Rio de Janeiro, de 0,49% para 0,24%; e, em Porto Alegre, saiu de 1,14% para queda de 0,14%. Belo Horizonte seguiu na direção oposta e acelerou de 0,62% para 1,05%.
Belo Horizonte lidera alta em 12 meses
Na comparação anual, Belo Horizonte também apresentou o maior avanço, de 7,77% em julho para 8,47% em agosto. São Paulo acelerou de 4,33% para 4,58%. Já o Rio de Janeiro passou de 6,40% para 6,37%, enquanto Porto Alegre desacelerou de 4,12% para 3,36%. A FGV destaca que a acomodação nacional convive com mercados locais distintos, sobretudo onde a oferta permanece mais restrita.
Inflação e demanda ajudam a explicar moderação
Matheus Dias, economista da FGV, atribui parte da desaceleração ao ambiente de inflação mais comportada e à menor pressão da demanda por locação. Entre os indexadores usados em contratos, o IGP-M caiu 0,22% em agosto, após recuo de 1,16% em julho. O IPCA avançou apenas 0,07% em julho, enquanto o IPCA-15 de agosto recuou 0,40%, segundo os dados citados pelo Valor.
Cenário-base aponta estabilidade até dezembro
Dias avalia que a variação dos aluguéis pode seguir menos intensa até o fim do ano. A principal ressalva é um eventual choque inflacionário associado ao El Niño, caso o fenômeno reduza safras e pressione o preço dos alimentos.
Segundo o economista, o pico de impacto climático sobre a oferta agrícola pode levar até seis meses e as projeções indicam efeitos mais prováveis a partir do verão de 2027.
*Com informações de InfoMoney e Valor Econômico







