Veja o resumo da notícia
- Brasileiros financiaram, em média, 64,8% de apartamentos e 62,8% de casas no 1º semestre de 2026, exigindo entrada superior a 35%.
- O volume de imóveis residenciais financiados cresceu 6,6% no período, impulsionado principalmente pelas casas, com alta de 11,8%.
- O estado de São Paulo concentrou 34,7% dos financiamentos residenciais do país, com o Sudeste respondendo por 48,7% das operações.
- O Sistema Financeiro da Habitação (SFH) foi responsável por 58% dos contratos de apartamentos e 63,4% dos de casas.

O brasileiro financiou, em média, 64,8% do valor dos apartamentos e 62,8% do valor das casas compradas com crédito no primeiro semestre de 2026. A informação é da Trillia, unidade de dados e analytics da B3. Na prática, isso significa uma entrada média superior a 35% do preço do imóvel. O recorte ajuda a dimensionar o esforço de capital próprio exigido dos compradores em um ambiente de juros elevados e maior seletividade bancária.
Casas puxam crescimento do volume
Foram 507.299 imóveis residenciais financiados entre janeiro e junho, aumento de 6,6% ante os 475.748 do mesmo período de 2025. O avanço veio principalmente das casas: 285.900 operações, alta de 11,8%. Nos apartamentos, o volume chegou a 221.329 unidades, crescimento de apenas 0,6%.
O contraste sugere desempenho mais forte de mercados com maior presença de casas e loteamentos, enquanto o segmento vertical ficou praticamente estável.
São Paulo concentra um terço das operações
O estado de São Paulo respondeu por 34,7% dos financiamentos residenciais do país no semestre. A participação chegou a 39,6% nas casas e 28,4% nos apartamentos.
O Sudeste concentrou 48,7% de todas as operações, reforçando o peso da região na originação de crédito e no mercado formal de garantias imobiliárias.
Teto do SFH é de R$ 2,25 milhões
No recorte da Trillia, o Sistema Financeiro da Habitação respondeu por 58% dos contratos de apartamentos e 63,4% dos de casas. Desde outubro de 2025, valor máximo de avaliação do imóvel no SFH aumentou para R$ 2,25 milhões. O Sistema de Financiamento Imobiliário ficou com 40% das operações de apartamentos e 32,9% das de casas, enquanto o home equity apareceu em 2,9% e 3,8%, respectivamente.
*Com informações de Forbes







