Veja o resumo da notícia
- Santa Cecília registrou alta de 116,4% no volume de transações acima de R$ 3 milhões no 1º semestre de 2026.
- O bairro de Santa Cecília entrou para os 12 maiores mercados de alto padrão de São Paulo, impulsionado por um plano governamental.
- Vila Nova Conceição liderou o mercado com R$ 853,4 milhões movimentados e 119 transações no período analisado.
- No Itaim Bibi, o volume de vendas cresceu 21,6%, atingindo R$ 674,4 milhões, com o ticket mediano subindo 24,9%.
- Jardim América alcançou a terceira posição no ranking, com R$ 561,5 milhões movimentados, influenciado por uma grande venda.
- Pinheiros apresentou o movimento mais fraco, com queda de 25% no valor movimentado e 16,1% no ticket mediano.
- A saturação de produtos após anos de lançamentos é apontada como causa da queda no mercado imobiliário de Pinheiros.
- Localização, identidade urbana, infraestrutura e perspectiva de transformação do entorno influenciam a escolha do comprador.

Levantamento da proptech Pilar mostra uma mudança relevante na geografia das transações acima de R$ 3 milhões. Em Santa Cecília, o volume negociado chegou a R$ 154 milhões no primeiro semestre de 2026, alta anual de 116,4%. O número de negócios passou de 14 para 27, avanço de 92,9%, colocando o bairro entre os 12 maiores mercados de alto padrão de São Paulo.
O plano do governo do Estado para fazer sua nova sede administrativa nos Campos Elíseos impulsiona o bairro, que fica próximo da valorizada região de Higienópolis.
O resultado é baseado em 342 mil registros de ITBI pagos na capital entre janeiro de 2025 e junho de 2026.
Vila Nova lidera; Itaim encarece
Os endereços tradicionais, porém, continuam concentrando a maior parte do mercado. A Vila Nova Conceição liderou com R$ 853,4 milhões movimentados e 119 transações. Foi uma alta de 50,6% no número de negócios, embora o ticket mediano tenha recuado 5,1%.
No Itaim Bibi, o movimento foi inverso: o volume cresceu 21,6%, para R$ 674,4 milhões, mesmo com transações praticamente estáveis. O ticket mediano subiu 24,9%, de R$ 4,6 milhões para R$ 5,75 milhões.
Jardins mostram concentração em tíquetes elevados
O Jardim América saltou para a terceira posição do ranking, com R$ 561,5 milhões movimentados, alta de 430,8%. O resultado foi influenciado por uma venda de R$ 230 milhões na Rua México.
No Jardim Europa, o número de negócios caiu 23,5%, mas o ticket mediano avançou 32%, sinalizando maior concentração em ativos muito caros. Os dados reforçam que o crescimento do luxo não acontece de forma homogênea: alguns bairros ganham por volume; outros, por valorização do tíquete.
Pinheiros sente excesso de oferta
Pinheiros apresentou o movimento mais fraco entre os principais mercados analisados. O valor movimentado caiu 25%, as transações recuaram 14,6% e o ticket mediano diminuiu 16,1%.
Ao InfoMoney, Renato Zimmermann, fundador da Zimmermann Imóveis, avalia que o bairro vive uma saturação de produto após anos de forte expansão de lançamentos.
A leitura sugere que, no alto padrão, localização continua central. Mas identidade urbana, infraestrutura, excesso de oferta e perspectiva de transformação do entorno passaram a pesar mais na escolha do comprador.
*Com informações de InfoMoney







