Veja o resumo da noticia
- A inadimplência locatícia no Brasil atingiu 3,05% em julho, o menor índice desde junho de 2023.
- Todas as regiões registraram melhora, com o Nordeste liderando em taxa de inadimplência e o Sul com a menor.
- Contratos de aluguel de até R$ 1 mil e acima de R$ 13 mil apresentaram os maiores percentuais de atraso.
- São Paulo registrou queda na inadimplência, alcançando 2,58% em julho, abaixo da média nacional e do Sudeste.

A inadimplência locatícia no Brasil recuou de 3,20% em junho para 3,05% em julho, queda de 0,15 ponto percentual. Na comparação com julho de 2025, quando estava em 3,76%, a redução foi de 0,71 ponto. O resultado é o menor desde junho de 2023, quando o índice marcou 3,03%. O levantamento da Superlógica usa dados anônimos de mais de 800 mil locatários e considera atrasos superiores a 60 dias.
Nordeste lidera; Sul tem a menor taxa
Todas as regiões registraram melhora, mas os níveis permanecem desiguais. O Nordeste teve a maior taxa, de 4,88%, apesar da queda mensal de 0,27 ponto. Depois vieram Norte, com 4,04%; Centro-Oeste, com 2,80%; Sudeste, com 2,78%; e Sul, com 2,67%. A Superlógica alerta que juros e inflação ainda podem pressionar a renda e o pagamento dos contratos.
Curva em U expõe risco nas duas pontas
Os contratos de até R$ 1 mil concentraram os maiores percentuais de inadimplência: 5,37% em apartamentos, 6,60% em casas e 7,27% em imóveis comerciais. As taxas caíram até a faixa de R$ 3 mil a R$ 5 mil, onde chegaram aos menores níveis: 1,44% (apartamentos), 2,40% (casas) e 3,64% (imóveis comerciais). Acima de R$ 13 mil, o risco voltou a subir, com destaque para casas de alto padrão, cuja inadimplência alcançou 6,17%.
São Paulo fica abaixo da média brasileira
Na capital paulista, a taxa caiu de 2,82% em junho para 2,58% em julho, o menor resultado da série local iniciada em 2023. O índice também ficou abaixo da média nacional e do Sudeste.
No recorte regional por tipo, imóveis comerciais lideraram os atrasos, com 3,82%, seguidos por casas, com 3,11%, e apartamentos, com 2,01%. No país, a mesma ordem se repete: 4,17%, 3,29% e 2,14%.
*Com informações de Forbes







