Veja o resumo da notícia

  • Mercado financeiro antecipa cortes na Selic, projetando impactos positivos em ativos de risco, com destaque para Fundos de Investimento Imobiliário.
  • Especialistas e investidores ajustam estratégias para o novo ciclo monetário, visando impulsionar o crédito imobiliário e otimizar ganhos.
  • Investidores conservadores devem priorizar FIIs, enquanto os moderados podem considerar incorporadoras, buscando maior potencial de capital.
  • Santander recomenda alocação em FIIs de tijolo, com foco nos segmentos logístico e de shopping centers, devido à robustez operacional.
  • Itaú BBA adota cautela, alertando para taxa de juros elevada em 2026, e recomenda fundos de papel indexados ao CDI para dividendos.
  • Bancos preveem expansão do crédito imobiliário com a flexibilização dos juros, projetando volume recorde de financiamentos no ano.
Imagem: cherdchai chawienghong/iStock
Imagem: cherdchai chawienghong/iStock

O mercado financeiro brasileiro já opera com expectativa de cortes na taxa básica de juros, a Selic, que hoje está em 15%. O consenso entre as instituições é que a mudança na política monetária deve destravar valor em ativos de risco, fortalecendo o interesse pelos FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário).

Especialistas e investidores ajustam estratégias diante do novo ciclo monetário, que promete também impulsionar o crédito imobiliário no país. E mais que uma simples queda de taxas, 2026 se desenha como um ano de engenharia financeira sofisticada e recordes de crédito, segundo os bancos.

Para Marx Gonçalves, da XP, há espaço para todos os perfis. Investidores conservadores devem seguir nos FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), enquanto os de perfil moderado podem migrar para incorporadoras. “São os dispostos a abrir mão da renda recorrente em troca de maior potencial de ganho de capital no futuro”, explica Gonçalves.

FIIs de tijolo ganham destaque

No Santander, a aposta é clara nos fundos de “tijolo” (imóveis físicos). “Com a queda dos juros, conforme esperado, os ativos de risco, como os FIIs, tornam-se mais atrativos, uma vez que seus retornos passam a se mostrar mais interessantes. Nesse contexto, observamos uma retomada gradual do interesse dos investidores por essa classe de ativos”, afirma Flávio Pires, analista de FIIs do Santander.

Pires recomenda a alocação de 60% das carteiras nos segmentos logístico e de shopping centers, que, segundo ele, apresentam robustez operacional. “O principal pilar desse racional está nas taxas de ocupação elevadas dos ativos logísticos e, no caso dos shoppings, os imóveis exibem operações robustas”, destaca.

Já o Itaú BBA mantém cautela. O banco alerta que a taxa terminal de juros deve permanecer elevada, acima de 12% ao ano, em 2026. Por isso, fundos de “papel” (dívida) indexados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) continuam essenciais para quem vive de dividendos.

Novo cenário, cautela e expansão do mercado de crédito

Apesar do otimismo, há quem adote cautela. No Itaú BBA, o alerta é que, mesmo com cortes, a Selic deve se manter acima de 12% ao ano em 2026. “Fundos de papel indexados ao CDI continuam essenciais para quem vive de dividendos”, pondera o banco.

A flexibilização dos juros também favorece o mercado de crédito imobiliário, apontam os bancos. Para este ano, as projeções indicam um volume recorde de financiamentos, com instituições aumentando a oferta, e os custos das operações se tornando mais acessíveis.

*Com informações de Forbes Brasil

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)