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  • As varandas em prédios antigos de São Paulo nasceram de uma necessidade de alto padrão, evoluindo para um negócio voltado a apartamentos amplos.
  • A expansão legalizada incorpora nova metragem à matrícula do imóvel, representando ganho patrimonial e potencial valorização.
  • O modelo de construção de varandas não atende apartamentos compactos devido à complexidade estrutural e custos elevados da intervenção.
varandas retrofit
Divulgação/Br Retrofit

As varandas instaladas em prédios antigos de São Paulo ganharam visibilidade nas redes sociais, mas surgiram a partir de uma necessidade bem específica de alto padrão. A solução, desenvolvida pela BR Retrofit, segundo reportagem da Exame, nasceu em 2012 da dificuldade do fundador, Alberto Alves, para construir uma varanda em seu apartamento. A experiência evoluiu para um negócio voltado a apartamentos amplos em bairros nobres. Segundo a empresa, o principal desafio não é a execução da obra, mas o processo de aprovação junto a condôminos, prefeitura e órgãos reguladores.

Expansão legalizada eleva área e valor do imóvel

A metragem adicionada é incorporada formalmente à matrícula do apartamento, o que transforma uma ampliação física em ganho patrimonial registrado. As varandas construídas pela empresa variam de 35 m² a 90 m² e obedecem limites técnicos como a chamada regra dos 5% de área não computável por andar. Em regiões com metro quadrado acima de R$ 30 mil, o custo de obra entre R$ 10 mil e R$ 13 mil por metro quadrado pode resultar em valorização estimada entre 30% e 50% do imóvel.

Tendência não serve ao mercado compacto

Embora os vídeos sugiram uma solução replicável, o modelo está longe de atender apartamentos pequenos. A operação depende de estrutura metálica externa, guindastes, fundações adicionais e, em muitos casos, pilares até o subsolo, o que encarece e restringe a intervenção. O contraste com o mercado atual é evidente: enquanto lançamentos compactos de até 40 m² dominam a intenção de oferta das incorporadoras, há apartamentos de altíssimo padrão ganhando varandas equivalentes ou maiores que essa metragem.

*Com informações da Exame

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.