Veja o resumo da noticia

  • FIIs direcionam foco para o Sul do Brasil, impulsionados por logística e agronegócio.
  • Descentralização busca renda e valorização em regiões menos saturadas do país.
  • Atributos regionais sustentam investimentos: indústria, agro e posição estratégica.
  • Corredores rodoviários e portos relevantes impulsionam a logística na região Sul.
  • Demanda do agronegócio envolve cooperativas, indústrias e centros de armazenagem.
  • Investidores locais podem fortalecer captação por conhecimento da dinâmica econômica.
  • Atratividade depende da competitividade do ativo subjacente, não de incentivo fiscal.
  • Combinação de infraestrutura e produção ampliará participação do Sul no mercado.
FIIs no Sul do Brasil
Ziviani/iStock

O mercado de fundos imobiliários começa a olhar com mais atenção para o Sul do Brasil, destaca reportagem da Gazeta do Povo. Impulsionados pelo avanço da logística, pela força do agronegócio e por uma base econômica diversificada, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm ganhado espaço entre investidores e gestoras em busca de ativos fora dos mercados mais disputados do Sudeste.

Corredores logísticos e cadeia agro sustentam a tese

Embora o setor ainda concentre a maior parte do capital no eixo Rio-São Paulo, a descentralização geográfica passou a ganhar força à medida que aumenta a busca por renda recorrente e potencial de valorização em regiões menos saturadas.

Segundo a reportagem, o país soma mais de 400 FIIs listados em bolsa, com patrimônio líquido agregado superior a R$ 200 bilhões, mas não há uma divulgação pública sobre a localização dos ativos.

Investidor local pode reforçar captação regional

Na avaliação de Caio Marcio Eberhart, sócio da Tesk Advogados, o Sul reúne atributos que ajudam a sustentar o investimento: base industrial consistente, agronegócio competitivo, boa renda média e posição estratégica para escoamento da produção.

No campo logístico, pesam os corredores rodoviários, a proximidade com países do Mercosul e a relevância de estruturas como os portos de Paranaguá, Itajaí e Navegantes. No agro, a demanda se apoia em cooperativas, indústrias de proteína animal, produção de grãos, silos, centros de armazenagem e imóveis operacionais ligados à cadeia exportadora.

Atratividade depende mais do ativo do que de incentivo fiscal

O movimento também pode ganhar apoio de investidores locais, que tendem a conhecer melhor a dinâmica econômica dos ativos e a se engajar mais em estratégias regionais. Como a legislação dos FIIs é federal, o diferencial não está em incentivo tributário específico ao fundo, mas na competitividade do ativo subjacente, seja pela localização, pela demanda operacional ou pelo custo de implantação.

Para gestores, a leitura é que o Sul oferece uma combinação de infraestrutura, produção e consumo capaz de ampliar sua participação no mercado de FIIs nos próximos anos.

Com informações de Gazeta do Povo

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.