Veja o resumo da noticia
- FIIs direcionam foco para o Sul do Brasil, impulsionados por logística e agronegócio.
- Descentralização busca renda e valorização em regiões menos saturadas do país.
- Atributos regionais sustentam investimentos: indústria, agro e posição estratégica.
- Corredores rodoviários e portos relevantes impulsionam a logística na região Sul.
- Demanda do agronegócio envolve cooperativas, indústrias e centros de armazenagem.
- Investidores locais podem fortalecer captação por conhecimento da dinâmica econômica.
- Atratividade depende da competitividade do ativo subjacente, não de incentivo fiscal.
- Combinação de infraestrutura e produção ampliará participação do Sul no mercado.

O mercado de fundos imobiliários começa a olhar com mais atenção para o Sul do Brasil, destaca reportagem da Gazeta do Povo. Impulsionados pelo avanço da logística, pela força do agronegócio e por uma base econômica diversificada, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm ganhado espaço entre investidores e gestoras em busca de ativos fora dos mercados mais disputados do Sudeste.
Corredores logísticos e cadeia agro sustentam a tese
Embora o setor ainda concentre a maior parte do capital no eixo Rio-São Paulo, a descentralização geográfica passou a ganhar força à medida que aumenta a busca por renda recorrente e potencial de valorização em regiões menos saturadas.
Segundo a reportagem, o país soma mais de 400 FIIs listados em bolsa, com patrimônio líquido agregado superior a R$ 200 bilhões, mas não há uma divulgação pública sobre a localização dos ativos.
Investidor local pode reforçar captação regional
Na avaliação de Caio Marcio Eberhart, sócio da Tesk Advogados, o Sul reúne atributos que ajudam a sustentar o investimento: base industrial consistente, agronegócio competitivo, boa renda média e posição estratégica para escoamento da produção.
No campo logístico, pesam os corredores rodoviários, a proximidade com países do Mercosul e a relevância de estruturas como os portos de Paranaguá, Itajaí e Navegantes. No agro, a demanda se apoia em cooperativas, indústrias de proteína animal, produção de grãos, silos, centros de armazenagem e imóveis operacionais ligados à cadeia exportadora.
Atratividade depende mais do ativo do que de incentivo fiscal
O movimento também pode ganhar apoio de investidores locais, que tendem a conhecer melhor a dinâmica econômica dos ativos e a se engajar mais em estratégias regionais. Como a legislação dos FIIs é federal, o diferencial não está em incentivo tributário específico ao fundo, mas na competitividade do ativo subjacente, seja pela localização, pela demanda operacional ou pelo custo de implantação.
Para gestores, a leitura é que o Sul oferece uma combinação de infraestrutura, produção e consumo capaz de ampliar sua participação no mercado de FIIs nos próximos anos.
Com informações de Gazeta do Povo







