
A Vitacon assumiu em janeiro novo posicionamento estratégico como “fincorporadora”, termo criado pela empresa para definir a união entre ativos imobiliários e inteligência financeira voltada ao investidor. Segundo Ariel Frankel, CEO da companhia, disse à Exame, a mudança reflete a realidade da empresa: 75% dos apartamentos já eram comprados por investidores.
A diferença entre uma fincorporadora e uma incorporadora tradicional está no tratamento do imóvel. Enquanto o modelo convencional foca no tijolo e na entrega física, a fincorporadora estrutura a propriedade como ativo financeiro, com foco em previsibilidade, liquidez e rentabilidade.
Para 2026, a Vitacon projeta R$ 2,6 bilhões em valor geral de vendas (VGV), distribuídos em 10 empreendimentos, uma alta de 30% em relação à média anterior de 6 a 7 lançamentos. A companhia formou landbank avaliado em R$ 8 bilhões, com terrenos próximos a estações de transporte em bairros como Jardins, Perdizes e Pinheiros. O foco deve continuar sendo os estúdios e unidades de um dormitório.
Acompanhamento de longo prazo
No modelo tradicional, a relação com o cliente termina na entrega das chaves. A fincorporadora acompanha o ativo no médio e longo prazo, garantindo que o imóvel continue agregando valor ao investidor.
A estratégia é sustentada por uma base de dados, como métricas de uso real, que guia o desenho dos empreendimentos. Frankel afirma que parcerias estratégicas também ajudam a lançar projetos com “demanda embarcada”, ou seja, público garantido.
Parcerias garantem demanda
A Vitacon fechou parceria com o Allianz Parque para desenvolver um empreendimento residencial voltado a investidores no entorno do estádio do Palmeiras. O projeto quer aproveitar a movimentação da arena em shows, jogos e eventos corporativos para garantir alta ocupação.
Outra parceria foi firmada com a Afya Educação Médica, que reúne mais de 20 mil alunos e 10 mil colaboradores em 25 unidades no país. Estudantes e profissionais terão condições especiais para se hospedar em empreendimentos da Vitacon no Jardim Paulista e da Housi em outras cidades.
A empresa mudou sua sede da rua Haddock Lobo para a avenida Faria Lima. “A Faria Lima concentra decisões de capital. Estar aqui nos conecta ao ecossistema financeiro e reforça o nosso novo momento”, diz Frankel.
*Com informações da Exame

