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Veja o resumo da notícia
- O preço médio dos anúncios de aluguel residencial subiu 0,52% em setembro, desacelerando em relação aos meses anteriores.
- A alta do aluguel ficou abaixo do IPCA (0,82%) e do IGP-M (1,57%) no mês de setembro.
- No acumulado de 2026, os aluguéis registram alta de 7,11%, superando a inflação oficial e o IGP-M.
- Campo Grande lidera as capitais com maior alta acumulada no aluguel residencial em 2026, com 16,91%.
- Rio de Janeiro e São Paulo mantiveram ritmos distintos, com o Rio registrando 11,86% de alta acumulada e São Paulo 4,93%.
- São Paulo apresenta o maior preço médio de locação entre as capitais monitoradas, com R$ 65,78 por metro quadrado.
- A rentabilidade média projetada do aluguel residencial recuou ligeiramente para 6,13% ao ano em setembro.

O preço médio dos anúncios do aluguel residencial subiu 0,52% em setembro, segundo o índice FipeZap. O resultado representa uma nova desaceleração, depois de altas de 0,70% em julho e de 0,55% em agosto, e dá continuidade a uma tendência observada desde abril.
O painel de indicadores econômicos do mercado imobiliário do Portas reúne o FipeZap, o IGP-M e outros índices que impactam o aluguel em um só lugar, atualizado semanalmente.
A alta do aluguel residencial ficou abaixo das variações do IPCA, de 0,82%, e do IGP-M, de 1,57%, em setembro.
No acumulado de janeir oa setembro, porém, os aluguéis registram alta de 7,11%, ante 6,56% até agosto, o que é suficiente para manter a vantagem, nesta comparação, em relação à inflação oficial (+3,95% no ano) e ao IGP-M (+3,45%).
O índice FipeZap acompanha os preços anunciados para novos aluguéis residenciais. Portanto, a variação medida não corresponde aos reajustes aplicados aos contratos vigentes de locação. Também não mede os valores efetivamentes fechados entre proprietários e inquilinos.
No total, 31 das 36 cidades monitoradas pelo FipeZap tiveram aumento nos preços de locação entre agosto e setembro. Entre as capitais, foram 19 altas e três quedas.
Na comparação mensal, Goiânia registrou a maior alta entre as capitais, de 1,15%, seguida por Maceió (+1,06%), Florianópolis (+1,02%) e Salvador (+0,91%). As quatro cidades foram as únicas, na comparação mensal, a superar a variação da inflação pelo IPCA.
Aracaju, que havia apresentado queda de 2,20% em agosto, voltou a recuar em setembro, com baixa de 0,16%. Brasília (-0,53%) e Cuiabá (-0,19%) também registraram recuos no mês.
Campo Grande mantém liderança entre as capitais com maior alta do aluguel residencial em 2026
Campo Grande continua na primeira posição entre as capitais com maior alta acumulada no aluguel residencial em 2026, com avanço de 16,91% até setembro, ante 16,25% até agosto. Natal permanece em segundo lugar, com valorização de 14,36%, enquanto Aracaju ocupa a terceira posição, com alta de 13,39%, apesar das quedas recentes. Fortaleza aparece em quarto lugar, com 12,49%.
Rio de Janeiro e São Paulo mantiveram ritmos distintos no aluguel residencial no acumulado de 2026, embora ambas tenham registrado alta mensal em setembro.
Na capital fluminense, o aluguel residencial subiu 0,74% em setembro, abaixo da taxa de 0,99% do mês anterior. A valorização acumulada passou de 11,04% até agosto para 11,86% até setembro, e fecha o top 5 de valorização de janeiro a setembro.
Em São Paulo, o avanço mensal foi de 0,64%, acima dos 0,29% registrados em agosto. A alta acumulada no ano passou de 4,27% para 4,93%, cerca de um ponto percentual acima da inflação.
As duas cidades permanecem entre as capitais com os maiores preços médios de locação. São Paulo registra R$ 65,78 por metro quadrado, o maior valor entre as 22 capitais monitoradas. O Rio de Janeiro aparece em quarto lugar, com R$ 61,86 por metro quadrado.
Aluguel residencial: alta acumulada de janeiro a setembro de 2026
- Campo Grande (MS): +16,91%
- Natal (RN): +14,36%
- Aracaju (SE): +13,39%
- Fortaleza (CE): +12,49%
- Rio de Janeiro (RJ): +11,86%
- Manaus (AM): +10,98%
- Vitória (ES): +9,91%
- Teresina (PI): +9,77%
- Índice FipeZap: +7,11%
- João Pessoa (PB): +6,87%
- Goiânia (GO): +6,80%
- Porto Alegre (RS): +6,41%
- Curitiba (PR): +6,29%
- Recife (PE): +6,15%
- Salvador (BA): +6,00%
- Belo Horizonte (MG): +5,75%
- Brasília (DF): +5,52%
- Cuiabá (MT): +4,96%
- São Paulo (SP): +4,93%
- IPCA (IBGE): +3,95%
- Maceió (AL): +3,25%
- Florianópolis (SC): +2,65%
- São Luís (MA): +0,69%
- Belém (PA): +0,43%
Rentabilidade do aluguel residencial recua ligeiramente
A rentabilidade média projetada do aluguel residencial ficou em 6,13% ao ano em setembro, ante 6,14% em agosto, e permanece abaixo da taxa de juros real (descontada a inflação) nos próximos 12 meses.







