Veja o resumo da noticia
- São Paulo se destaca globalmente em projetos de branded residences, ocupando a quinta posição no ranking mundial, com 25 empreendimentos.
- O mercado de luxo impulsionado pelos juros altos direciona investimentos para imóveis de alto padrão, com a união de marcas e serviços.
- Marcas internacionais de design, moda e hotelaria, como Pininfarina, Armani e Fasano, marcam presença nos projetos residenciais.
- Projetos de hotelaria lideram o mercado de branded residences em São Paulo, devido à procura por serviços de gestão e concierge.
- O Brasil já teve experiências com projetos de branded residences nos anos 1990, com colaborações de estilistas como Paco Rabanne.

São Paulo conquistou a quinta posição mundial em número de projetos de branded residences – projetos imobiliários de luxo e hotelaria atrelados a uma marca renomada. A capital paulista possui 25 empreendimentos entregues ou em lançamento assinados por marcas, segundo levantamento da CBRE (Coldwell Banker Richard Ellis).
A cidade fica atrás apenas de Dubai (mais de 130 projetos), sul da Flórida, Nova York e Phuket, na Tailândia.
Juros elevados impulsionam mercado de luxo
O avanço dos branded residences no Brasil está atrelado aos juros altos. As incorporadoras concentraram investimentos nos segmentos de alto e altíssimo padrão, menos dependentes de crédito imobiliário e menos sensíveis às crises econômicas.
“Quando se chega a um limite de preço para os imóveis, o branded vira o diferencial. A junção de marcas e serviços de hotelaria, por exemplo, ajuda a fomentar as vendas”, afirma Danilo Ferrari, vice-presidente de capital markets, land services and hospitality da CBRE, ao portal Metro Quadrado.
Marcas internacionais e brasileiras assinam projetos
Em São Paulo, nomes como o estúdio italiano Pininfarina, a casa de moda Armani, os hotéis Fasano e Rosewood integram a lista de marcas que assinam projetos residenciais. Marcas brasileiras de design de móveis de luxo também estão surfando nessa onda, com Artefacto e Ornare participando do mercado.
“O primeiro movimento veio da hotelaria; depois, das supermarcas e dos designers de automóveis; e, mais recentemente, começaram a surgir marcas brasileiras avançando nesse território de luxo”, explica Ferrari.
As marcas de hotelaria representam dois terços dos projetos de branded residences em São Paulo. A demanda por serviços de concierge, limpeza e gestão de propriedades explica essa predominância.
O executivo projeta expansão para outras faixas de consumo, dependendo da melhoria do cenário econômico. O custo do metro quadrado ainda é o principal obstáculo para conquistar a classe média.
“Talvez vejamos prédios assinados não por marcas de luxo, mas por empresas do universo wellness, com foco na classe média”, sugere Ferrari.
Projetos assinados não são novidade no Brasil
O Brasil já teve experiências com branded residences nos anos 1990. Em 1991, a construtora Edel lançou o Edifício Maison Paco Rabanne em Indianópolis, São Paulo.
Em 1994, a construtora lançou seu segundo projeto, desta vez assinado pelo estilista francês Olivier Lapidus. O ‘Maison Ted Lapidus’ foi construído no bairro do Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A Edel decretou falência em 1999 após problemas em projeto em Miami Beach.
*Com informações de Metro Quadrado

