
O setor imobiliário brasileiro deve superar os ganhos robustos apresentados em 2025, quando o IMOB (Índice Imobiliário) subiu 73,5%. É o que aponta o segundo relatório do Citi sobre perspectivas globais para ações de real estate.
Os analistas afirmam que 2026 não será ano de desempenho generalizado do setor mundialmente, mas a América Latina, com foco no Brasil, está entre as regiões que devem continuar se destacando.
Ventos macroeconômicos favoráveis, como possível queda dos juros e da inflação além de aceleração da atividade, devem ajudar o setor, junto com questões específicas do mercado nacional.
Cyrela lidera expectativas no segmento premium
O analista André Mazini destaca que lançamentos consistentes no segmento premium, combinados com declínio da Selic e baixos estoques. Esses fatores combinados beneficiam, particularmente, a Cyrela.
No entanto, podem pesar contra o rali imobiliário a volatilidade pré-eleitoral e questões de acessibilidade. As taxas de financiamento ainda estão elevadas e os níveis de loan-to-value (LTV) ainda estão reduzidos, aponta o analista, o que representa um desafio ao setor.
Já as construtoras focadas em baixa renda também apresentam perspectivas favoráveis: estabilização dos custos construtivos e recursos de R$ 144 bilhões destinados ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV) beneficiam o segmento.
Mudanças tributárias podem estimular demanda
Ainda de acordo com a análise do Citi, a isenção tributária para rendas até R$ 5.000 deve formalizar trabalhadores informais, expandindo acesso ao crédito habitacional.
Ao mesmo tempo, Mazini destaca melhorias nos programas de “cheques moradia” durante o ano eleitoral, injetando capital adicional. Neste segmento, Cury e Tenda lideram as recomendações do analista.
Internacionalmente, o banco mantém otimismo com Estados Unidos, Europa, Singapura, Tailândia e Filipinas. Austrália e China devem repetir performance anterior. Hong Kong, Japão e Oriente Médio podem ficar aquém de 2025.
Os segmentos residencial, varejo e industrial lideram o otimismo, segundo o relatório, enquanto os escritórios são menos recomendados. Data Centers também perderam “algum protagonismo” na avaliação do Citi.
*Com informações de Metro Quadrado

