Setor imobiliário no Brasil
Imagem: lamontak590623/iStock

O setor imobiliário brasileiro deve superar os ganhos robustos apresentados em 2025, quando o IMOB (Índice Imobiliário) subiu 73,5%. É o que aponta o segundo relatório do Citi sobre perspectivas globais para ações de real estate.

Os analistas afirmam que 2026 não será ano de desempenho generalizado do setor mundialmente, mas a América Latina, com foco no Brasil, está entre as regiões que devem continuar se destacando.

Ventos macroeconômicos favoráveis, como possível queda dos juros e da inflação além de aceleração da atividade, devem ajudar o setor, junto com questões específicas do mercado nacional.

Cyrela lidera expectativas no segmento premium

O analista André Mazini destaca que lançamentos consistentes no segmento premium, combinados com declínio da Selic e baixos estoques. Esses fatores combinados beneficiam, particularmente, a Cyrela.

No entanto, podem pesar contra o rali imobiliário a volatilidade pré-eleitoral e questões de acessibilidade. As taxas de financiamento ainda estão elevadas e os níveis de loan-to-value (LTV) ainda estão reduzidos, aponta o analista, o que representa um desafio ao setor.

Já as construtoras focadas em baixa renda também apresentam perspectivas favoráveis: estabilização dos custos construtivos e recursos de R$ 144 bilhões destinados ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV) beneficiam o segmento.

Mudanças tributárias podem estimular demanda

Ainda de acordo com a análise do Citi, a isenção tributária para rendas até R$ 5.000 deve formalizar trabalhadores informais, expandindo acesso ao crédito habitacional.

Ao mesmo tempo, Mazini destaca melhorias nos programas de “cheques moradia” durante o ano eleitoral, injetando capital adicional. Neste segmento, Cury e Tenda lideram as recomendações do analista.

Internacionalmente, o banco mantém otimismo com Estados Unidos, Europa, Singapura, Tailândia e Filipinas. Austrália e China devem repetir performance anterior. Hong Kong, Japão e Oriente Médio podem ficar aquém de 2025.

Os segmentos residencial, varejo e industrial lideram o otimismo, segundo o relatório, enquanto os escritórios são menos recomendados. Data Centers também perderam “algum protagonismo” na avaliação do Citi.

*Com informações de Metro Quadrado

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)