Veja o resumo da noticia
- Copa do Mundo de 2026 impulsiona investimentos em infraestrutura e projetos de uso misto nos EUA, Canadá e México.
- Transformação de áreas em torno de estádios com projetos que combinam logística, transporte, entretenimento e moradia.
- Cidades como Dallas, Atlanta e Miami vivenciam forte desenvolvimento urbano com novos empreendimentos comerciais e residenciais.
- No México e Canadá, projetos de regeneração urbana e sustentabilidade ganham força com a aproximação do mundial.
- Investidores focam em oportunidades em infraestrutura e ativos imobiliários valorizados pelo evento esportivo.

A Copa do Mundo de futebol de 2026, com jogos em 16 cidades-sede nos Estados Unidos, Canadá e México, está redefinindo o mercado imobiliário desses países, para muito além da competição esportiva. A estimativa de impacto econômico chega a US$ 10 bilhões (R$ 52,8 bilhões), segundo a Colliers, líder global em serviços imobiliários e gestão de investimentos.
De acordo com o levantamento, o torneio acelera investimentos em infraestrutura e projetos de uso misto. E essas obras devem promover desenvolvimento urbano integrado ao longo das próximas décadas.
Investimentos impulsionam infraestrutura e renovação urbana
As regiões ao redor dos estádios vêm sendo transformadas por projetos que vão além de melhorias pontuais. Nos Estados Unidos, o AT&T Stadium, no Texas, exemplifica essa mudança: o Arlington Entertainment District se consolidou como um polo que combina logística, transporte e entretenimento.
Em Dallas, o que se estima é que a Copa do Mundo deverá ter um impacto econômico de US$ 2,1 bilhões (R$ 11,09 bilhões), mais do que o triplo do impacto financeiro registrado na Copa de 1994.
Na mesma linha, cidades como Atlanta também mostram forte evolução. O entorno do Mercedes-Benz Stadium, por exemplo, ganhou novos empreendimentos residenciais, varejo e hotéis. Os empreendimentos seguem modelos que buscam ocupação permanente em uma área antes dependente de eventos.
De acordo com a Colliers, esse formato se repete no Sul da Flórida. Novos empreendimentos comerciais e residenciais modificam condados de Miami-Dade e Broward. A região projeta impacto econômico de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,92 bilhões), quase três vezes o efeito de um Super Bowl.
A mesma fórmula é repetida em Seattle, onde a transformação do Seattle Waterfront Park – com investimento de US$ 800 milhões (R$ 4,22 bilhões) – já valorizou imóveis residenciais e comerciais na região.
Copa estimula habitação e sustentabilidade como novos pilares imobiliários
No México, o mundial impulsiona a regeneração urbana em cidades como Monterrey. Destaques para projetos multifamiliares em Valle Oriente e San Pedro Garza García, e no entorno do Estádio Akron, em Guadalajara. Além disso, o Estádio BBVA tornou-se o primeiro da América Latina a conquistar o selo LEED Gold de sustentabilidade para operações e manutenção. O selo estabelece referência em padrões ESG (ambientais, sociais e de governança).
No Canadá, a cidade de Vancouver aposta na continuidade do legado urbano iniciado nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010. O impacto econômico estimado está na casa de CAD$ 1,7 bilhão, cerca de R$ 6,58 bilhões.
Já Los Angeles, nos Estados Unidos, integra o torneio às estratégias de dinamização dos setores logístico e de hospitalidade.
Impacto vai além dos jogos
Para investidores, os relatórios da Colliers mostram que as oportunidades estão na infraestrutura e nos ativos imobiliários criados ou valorizados com o evento. O estudo destaca que a Copa do Mundo de 2026 está redefinindo o que significa integrar um evento esportivo ao desenvolvimento de longo prazo, deixando um legado que vai muito além do apito final.
Os projetos favorecem a valorização de bairros, ampliação de infraestrutura e critérios rigorosos de sustentabilidade. Com isso, a Copa de 2026 também tem potencial de reforçar o papel do mercado imobiliário norte-americano como catalisador de crescimento econômico e inovação urbana no país.
*Com informações de Forbes

