Veja o resumo da noticia

  • Eleições de 2026 influenciam decisões de compra e aluguel de imóveis no Brasil, com 35% considerando antecipar ou adiar planos.
  • Maioria dos consumidores mantém planos imobiliários, apesar da incerteza eleitoral, indicando um mercado atento, mas ativo.
  • Intenção de adiar a compra é maior entre pessoas com mais de 55 anos e moradores do Sul, enquanto jovens e classe A antecipam.
  • Indecisão sobre a compra é mais expressiva nas classes C, D/E e nas regiões Centro-Oeste e Sul, revelando cautela.
  • Aluguel demonstra preferência por contratos até o 1º semestre de 2026, especialmente entre 45-54 anos e classes altas.
eleições presidenciais e mercado imobiliário
Imagem: RafaPress/iStock

As eleições presidenciais de outubro de 2026 já influenciam o comportamento de quem pretende comprar ou alugar imóveis no Brasil. É o que aponta uma pesquisa encomendada pela Loft e realizada pela Offerwise, publicada pelo Valor Investe.

Segundo o levantamento, 35% dos brasileiros afirmam que devem antecipar ou adiar a decisão de compra nos próximos 12 meses. Já em relação à locação, esse percentual é um pouco menor, de 34%.

Maioria mantém planos, mas cenário político traz incerteza

Apesar do impacto do calendário eleitoral, a maior parte dos consumidores não alterou o planejamento imobiliário.

Na compra de imóveis, 55% dos entrevistados disseram que devem manter os planos, enquanto 18% pretendem antecipar e 17% querem adiar. Cenário semelhante ocorre na locação, com 56% afirmando que continuarão com os planos originais, 19% antecipando e 15% adiando.

“Os dados sugerem que o calendário eleitoral atua como um fator adicional de prudência para famílias brasileiras, especialmente em decisões de maior comprometimento financeiro, como a compra de um imóvel”, analisa Ricardo Kauffman, diretor de comunicação da Loft.

Perfil dos mais cautelosos e acelerados

O estudo revelou diferenças entre os perfis de quem opta por postergar ou adiantar as decisões. A intenção de adiamento na compra de imóveis é mais frequente entre pessoas com mais de 55 anos (23%) e em moradores do Sul (25%). Por outro lado, a antecipação aparece com maior força entre jovens de 18 a 24 anos (26%) e na classe A (28%).

Na locação, o padrão é semelhante. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 24% desejam fechar o contrato antes das eleições. Já entre os consumidores da classe A, a antecipação alcança 47%. No entanto, o adiamento é maior na região Sul, onde 31% optam por prorrogar decisões.

Indecisão é maior entre classes C, D/E e em áreas específicas

A pesquisa também destaca maior indecisão sobre a compra entre as classes menos favorecidas. Mais de 40% dos integrantes das classes C e D/E afirmam não ter planos definidos. Em relação às regiões, Centro-Oeste e Sul registram os maiores índices de incerteza.

No aluguel, a maioria (51%) diz que pretende firmar contrato até o primeiro semestre de 2026, especialmente pessoas de 45 a 54 anos (73%) e nas classes mais altas (67%).

“Apesar do impacto do calendário eleitoral sobre as decisões, a maioria dos entrevistados afirma que pretende manter seus planos, o que indica um mercado atento ao cenário político, mas ainda ativo. Os dados sugerem ajuste de estratégia por parte dos consumidores, e não paralisação”, conclui Kauffman.

A pesquisa foi conduzida entre 16 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026, com 2.400 entrevistados de um universo representativo da população brasileira com idade a partir de 18 anos.

*Com informações de Valor Investe

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)