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Veja o resumo da notícia
- O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo registrou absorção bruta de 684 mil m² nos nove primeiros meses de 2026.
- A absorção líquida atingiu um recorde de 313 mil m², com a vacância geral da cidade em 15% e edifícios AAA em 12,8%.
- A Avenida Paulista alcançou aluguéis de R$ 170 a R$ 180 por m², um patamar inédito devido à alta procura e baixa disponibilidade.
- São Paulo deve receber 420 mil m² de novos escritórios em 2026, mas 60% dessa área já estava pré-locada antes da entrega.
- Empresas como Amazon, Nubank, Itaú e Bayer já ocuparam ou contrataram espaços em novos empreendimentos.
- Edifícios classe A e A+ foram responsáveis por 60% da absorção bruta, com baixa vacância em regiões como Faria Lima e eixo JK.
- A recuperação do mercado não é uniforme, com empresas priorizando localização, eficiência e serviços em suas escolhas.

O mercado de escritórios de alto padrão de São Paulo voltou a ganhar força. Nos nove primeiros meses de 2026, a absorção bruta somou 684 mil m², 23% acima da média do período entre 2019 e 2025, segundo dados da CBRE citados pela Exame. A absorção líquida, que desconta as áreas devolvidas, chegou ao recorde de 313 mil m². A vacância geral da cidade ficou em torno de 15%, enquanto os edifícios AAA registraram 12,8%.
Paulista testa novo patamar de preço
A combinação de procura aquecida e pouca disponibilidade levou transações na Avenida Paulista à faixa de R$ 170 a R$ 180 por m², nível apontado como inédito pela consultoria. Para empresas que precisam de escala, a restrição é ainda maior: há apenas uma opção pronta com cerca de 20 mil m² em toda a cidade e sete alternativas acima de 10 mil m². A maior parte dos novos projetos da Paulista oferece lajes inferiores a 1.000 m².
Novo estoque já chega comprometido
São Paulo deve receber cerca de 420 mil m² de novos escritórios em 2026, acima da média anual histórica de 200 mil a 300 mil m². Ainda assim, 60% da área prevista já estava pré-locada antes da entrega. Entre os prédios ocupados ou contratados estão o Biosquare, pela Amazon; o Cyrela Corporate, pelo Nubank; uma torre do EZ Towers, pelo Itaú; e 15 mil m² do Alto das Nações, pela Bayer.
Flight to quality concentra a recuperação
Edifícios classe A e A+ responderam por 60% da absorção bruta até setembro. A Faria Lima e o eixo JK registraram vacância de 7,9%; Pinheiros, 9,9%; e Chucri Zaidan, 14,6%. A recuperação, portanto, não se distribui de maneira uniforme: empresas priorizam localização, eficiência e serviços. Aluguéis mais altos podem voltar a viabilizar novos projetos, mas a ausência de empreendimentos acima de 60 mil m² previstos até 2040 mantém a escassez de grandes áreas.
Para comparar a Paulista com Faria Lima, Rebouças e Berrini lado a lado, veja o comparativo do Portas entre os quatro eixos corporativos da cidade.
*Com informações de Exame







