Neste episódio do podcast Loft/ Portas Entrevista, Alexandre Souza Lima compartilha sua trajetória desde os primeiros passos como engenheiro civil até a consolidação como incorporador de alto padrão. O vídeo acima traz uma conversa profunda sobre decisões de longo prazo, foco estratégico, visão de negócio e os aprendizados que só a prática na construção civil é capaz de oferecer.
No episódio, Alexandre detalha como pequenas escolhas — feitas com método, curiosidade e responsabilidade — moldaram uma carreira construída degrau por degrau, sem atalhos e sem apostas impulsivas.
O que você verá neste episódio
- Por que a engenharia influencia diretamente a forma de tomar decisões empresariais
- Como foco e especialização aceleram o crescimento no mercado imobiliário
- A diferença entre construir para terceiros e incorporar para o longo prazo
- O papel do planejamento na criação de patrimônio e receita recorrente
- Como experiências práticas moldam uma visão mais madura de negócios
Raízes em São Paulo e decisões de qualidade de vida
Alexandre é paulistano, nascido e criado na cidade de São Paulo. Na infância, viveu na Granja Viana e, ainda jovem, mudou-se para a região do Morumbi, onde permanece até hoje. Como ele explica no episódio, a escolha pelo bairro nunca foi apenas emocional, mas também prática.
Na visão de Alexandre, morar em um local arborizado, com acesso a esportes, escolas de qualidade e infraestrutura completa, impacta diretamente o uso do tempo — um ativo cada vez mais escasso.
“Hoje o tempo é tudo. Estar perto da escola, do trabalho e dos serviços muda completamente o dia a dia.” — Alexandre Souza
Por que a engenharia molda a forma de pensar
Formado em engenharia civil, Alexandre conta que a escolha pela área não foi direta. Inicialmente interessado em eletrônica e produção, acabou ingressando na engenharia civil quase por acaso — e permaneceu por identificação.
Mais do que o conhecimento técnico, ele destaca que a maior lição da engenharia foi aprender a lidar com problemas complexos.
“Todo problema tem no mínimo uma solução. E, invariavelmente, tem mais de uma.” — Alexandre Souza
Para Alexandre, a faculdade ensina algo essencial: resiliência. A percepção de que sempre existe um caminho possível moldou sua atuação profissional e empresarial.
Trabalhar cedo, testar caminhos e aprender rápido
Por necessidade familiar, Alexandre começou a trabalhar ainda muito jovem. Antes mesmo da faculdade, passou por diferentes experiências, incluindo seu primeiro emprego em uma videolocadora, onde já demonstrava interesse por tecnologia e sistemas.
Durante a faculdade, buscou autonomia financeira e experimentou atividades diversas, incluindo a corretagem. Mais do que os cargos em si, o que marcou esse período foi a inquietude em testar ideias e aprender com a prática.
O prêmio que abriu portas — e a escolha pelo aprendizado
Um ponto de virada importante foi o Prêmio Jovem Cientista, voltado à construção civil. Alexandre decidiu participar motivado por questionar dados difundidos sobre desperdício em obras. O prêmio não apenas validou sua visão técnica, como abriu oportunidades profissionais relevantes.
Mesmo recebendo propostas de grandes empresas, Alexandre optou por trabalhar em uma estrutura menor, onde pudesse acompanhar decisões de perto.
“Eu queria estar perto de quem decide, entender como o negócio funciona de verdade.” — Alexandre Souza
Aprendizado na prática — e os riscos da autonomia precoce
No início da carreira, Alexandre viveu uma experiência intensa ao trabalhar diretamente com o dono de uma empresa, assumindo responsabilidades muito cedo. A ausência repentina do sócio em momentos críticos o forçou a tomar decisões complexas ainda muito jovem.
Essa fase trouxe aprendizados profundos, mas também despertou preocupações sobre segurança, planejamento e futuro — fatores que influenciaram sua decisão de seguir novos caminhos.
Mentores, trocas e aprendizado contínuo
Ao longo do episódio, Alexandre destaca a importância de mentores. Ele cita o sogro como uma figura central em sua formação, tanto pelos conhecimentos práticos quanto pelos valores pessoais. Além disso, Alexandre reforça que sempre buscou aprender com outros empresários, concorrentes e profissionais de diferentes setores.
O início como construtor: do zero absoluto
Quando decidiu empreender, Alexandre começou literalmente do zero: um celular, cartões de visita, um parceiro de obras e disposição para trabalhar. Atuou inicialmente em pequenos serviços de manutenção, construindo confiança aos poucos.
Esse início foi fundamental para desenvolver sensibilidade de custo, prazo e entrega, os pilares que mais tarde sustentariam projetos maiores.
O case Parmalat e a aceleração do crescimento
Um dos momentos mais marcantes do episódio é o relato do projeto para a Parmalat, quando Alexandre propôs uma solução técnica inovadora para reduzir o consumo de água em uma gelateria.
Ao assumir o risco e entregar o resultado, ele conquistou confiança e abriu portas para dezenas de novas obras. Esse episódio marcou o início de sua consolidação como referência em obras comerciais de alto padrão.
Foco como estratégia de crescimento
Com o aumento da demanda, Alexandre percebeu a importância do foco. Em vez de aceitar todo tipo de obra, decidiu se especializar em projetos com prazo definido, alto padrão e complexidade técnica.
Segundo ele, essa decisão foi determinante para o crescimento sustentável da empresa.
Da construção à incorporação: visão de longo prazo
Com o negócio de construção consolidado, Alexandre começou a refletir sobre futuro, segurança e receita recorrente. Foi então que iniciou, de forma paralela, a incorporação imobiliária.
O objetivo era claro: criar ativos que gerassem renda previsível e reduzissem a dependência do ritmo intenso das obras.
“Chuva que enche represa é garoa, não tempestade.” — Alexandre Souza
A filosofia da empresa passou a ser crescimento gradual, domínio técnico e controle de risco — sempre avançando no próprio ritmo.
Destaques rápidos do episódio
- Incorporação é um jogo de longo prazo, não de apostas pontuais
- Foco e especialização geram vantagem competitiva
- Receita recorrente protege o negócio em ciclos adversos
- Decisões consistentes superam movimentos impulsivos
Mini-FAQ: na visão do Alexandre
Vale a pena migrar da construção para a incorporação?
Na visão do Alexandre, sim — desde que seja de forma planejada, gradual e sem comprometer o negócio principal.
Focar em alto padrão foi uma decisão estratégica?
Sim. Ele explica que o alto padrão exige mais técnica, mas oferece margens melhores e aprendizado acelerado.
Receita recorrente faz diferença no mercado imobiliário?
Segundo Alexandre, faz toda a diferença para atravessar ciclos e garantir estabilidade no longo prazo.

