Veja o resumo da noticia

  • Queda da vacância na Avenida Paulista em 2024 pressiona preços de locação e impacta a demanda por escritórios em áreas próximas.
  • Escassez de edifícios modernos na Paulista favorece reajustes nos valores de locação, beneficiando proprietários de imóveis bem localizados.
  • Entregas de novos empreendimentos entre 2019 e 2021 ampliaram o estoque, elevando a vacância, que desde então apresentou redução.
  • Setor financeiro lidera a ocupação na região, seguido por coworking, saúde e educação, demonstrando a diversidade de empresas.
  • Demanda migra para Avenida Rebouças, Rua da Consolação e Centro devido à limitação de estoque de alto padrão na Paulista.
  • Redução da vacância deve continuar em áreas adjacentes, impulsionada pela demanda da Paulista e Nova Faria Lima.
  • Falta de ativos classe A pode estimular a ocupação de edifícios classe B bem localizados, valorizando ativos mais antigos.
vacância Av. Paulista
dabldy/iStock

A região da Avenida Paulista, em São Paulo, registrou queda da vacância para 4,3% em 2024, após pico de 15% em 2023, segundo a consultoria Jones Lang LaSalle (JLL). O movimento ocorre diante da limitação de novos estoques e já pressiona preços de locação, com impacto direto na demanda por escritórios em áreas próximas.

Mercado corporativo na Av. Paulista

De acordo com a JLL, a escassez de edifícios modernos na Paulista reduz a margem de negociação para inquilinos e favorece reajustes nos valores pedidos. “Com pouca margem para negociação por parte dos inquilinos, os proprietários de edifícios bem localizados e tecnicamente atualizados devem reajustar os valores pedidos para cima”, disse Yara Matsuyama, diretora de locações da consultoria, à Bloomberg Línea.

Entre 2019 e 2021, a entrega de três empreendimentos — Paulista J. Safra Corporate, Jardins J. Safra Corporate e Torre Alameda Santos — ampliou o estoque e levou a vacância ao pico, em 2023. Desde então, houve redução de 10,8 pontos percentuais.

O perfil de ocupação é liderado pelo setor financeiro, com 36%, sendo 67% desse total composto por bancos comerciais e múltiplos. Coworking representa 11%, seguido por saúde (8,9%) e educação (8,8%).

Expansão para novos eixos

Com estoque limitado de alto padrão, a demanda tem migrado para regiões como Avenida Rebouças, Rua da Consolação e Centro. “Por ser uma região consolidada e com pouquíssimos terrenos disponíveis, a entrega de novos empreendimentos com especificações técnicas de ponta é rara”, afirmou Matsuyama.

A Avenida Rebouças concentra parte desse movimento. Com estoque previsto de 81,1 mil m², o eixo tem atraído empresas que não encontram disponibilidade na Paulista. Já o edifício Passeio Paulista, na Consolação, alcançou vacância de 4,2% em três anos, com lajes de cerca de 2 mil m².

No Centro, a absorção é mais limitada, devido à necessidade de retrofit e desafios estruturais para uso corporativo de alto padrão.

Crédito imobiliário e impacto nos preços e ocupação

A tendência, segundo a JLL, é de continuidade na redução da vacância em regiões adjacentes, impulsionada pelo “transbordo” da Paulista e também da Nova Faria Lima. Ao mesmo tempo, a falta de ativos classe A deve estimular a ocupação de edifícios classe B bem localizados.

“Isso contribuirá para uma redução generalizada da vacância em toda a região, valorizando até ativos mais antigos”, afirmou Matsuyama.

Para 2026 e 2027, os novos projetos previstos na Paulista e arredores terão até 10 mil m², concentrados principalmente nos Jardins e na Rebouças. A expectativa é de que a demanda excedente também alcance o Centro, ainda que de forma gradual.

*Com informações da Bloomberg Línea

Time Portas

O time de redação do Portas é responsável por produzir conteúdos que explicam e analisam, com profundidade e objetividade, os principais movimentos do mercado imobiliário.

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