Veja o resumo da noticia
- Mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo (SP) deve chegar a uma vacância mínima até o fim de 2026.
- Paulista, JK e Faria Lima lideram com vacância próxima de zero, impulsionando valorização e aumento de aluguéis devido à baixa construção.
- Chucri Zaidan e Pinheiros atraem inquilinos, com Pinheiros absorvendo grande volume e Chucri Zaidan reduzindo sua taxa de vacância.
- Mercado seletivo e equilibrado em 2026, com foco em projetos premium e alta liquidez nos eixos consolidados, é favorável a investidores.

O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo vive uma das suas fases mais saudáveis e deve chegar a uma vacância mínima até o final de 2026. Por trás desse movimento está a alta absorção líquida, a escassez de novos projetos e o aumento nos preços de locação, segundo levantamento da consultoria Newmark.
“Hoje, São Paulo registra a menor vacância média desde 2012, o que indica um mercado mais próximo do equilíbrio, em que as condições comerciais não favorecem excessivamente nem inquilinos nem proprietários”, avalia Mariana Hanania, head de pesquisa da consultoria em entrevista à Exame.
Apesar da melhora geral, a especialista ressalta diferenças entre as regiões. “Em algumas regiões, a combinação de oferta restrita e demanda elevada já cria um cenário de escassez de espaços, o que pode se intensificar até o fim do ano, especialmente sob a ótica do inquilino.”
Faria Lima, Paulista e JK lideram performance
Regiões como Faria Lima, Juscelino Kubitschek (JK) e Paulista já operam com vacância próxima de zero nos ativos de melhor qualidade. Segundo a consultoria, a Avenida Paulista apresenta a menor taxa do mercado: apenas 3,6%. A JK segue com 4,6% e a Faria Lima, com 5,5%.
Essas áreas, consolidadas como polos de infraestrutura e mobilidade, possuem baixa atividade construtiva, o que limita o crescimento de estoques e intensifica a disputa por espaços disponíveis. Portanto, o cenário contribui para a valorização de ativos e o aumento contínuo dos aluguéis.
A Chucri Zaidan e a região de Pinheiros também registraram forte atração de inquilinos. Pinheiros absorveu mais de 70 mil metros quadrados em 2025, enquanto a Chucri Zaidan, com o maior estoque de escritórios da cidade (870 mil m²), viu sua vacância cair de 16% para 14%.
Em ambas as regiões, grande parte dos empreendimentos foi pré-locada antes da entrega, reflexo da busca por ativos bem localizados e com alto padrão de construção.
Perspectivas para 2026
O mercado segue mais seletivo e equilibrado em 2026, com foco em projetos localizados nas áreas premium da cidade. “Não é um ciclo de desaceleração, mas de ajuste fino. Projetos bem posicionados seguem líquidos, enquanto produtos genéricos tendem a perder tração”, explica Hanania.
Algumas regiões, como a Chácara Santo Antônio, porém, fogem desse cenário. Apesar de uma vacância elevada de 34,2%, a região mostra sinais de recuperação, com absorção de cerca de 40 mil metros quadrados em 2025. Mas o grande pipeline de 110 mil metros quadrados de escritórios para entrega até 2026 pode acentuar o desequilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo.
Nos eixos consolidados, a expectativa é de manutenção da alta liquidez dos ativos, valorização dos imóveis existentes e um ambiente mais favorável para investidores e proprietários focados no longo prazo.
*Com informações de Exame

