
O Ministério das Cidades prepara um aumento nos tetos do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A primeira faixa terá limite elevado de R$ 2.850 para R$ 3.200, enquanto a segunda passará de R$ 4.700 para aproximadamente R$ 5.000.
A definição deve ocorrer até o fim desta semana pelo ministério. E já neste mês a proposta seguirá para análise do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), órgão que delibera sobre as alterações.
Expansão busca fortalecer política habitacional
A elevação dos valores integra a estratégia do governo federal para dinamizar o programa, considerado vitrine política central da gestão petista. Em 2025, uma nova categoria foi estabelecida, estendendo benefícios para famílias com ganhos até R$ 12 mil mensais.
A iniciativa mira resolver dificuldades da classe média no acesso ao crédito imobiliário, segmento mais prejudicado pela redução de recursos que vêm da poupança.
Estrutura atual divide beneficiários em três categorias
Atualmente, o MCMV segmenta atendimento em três grupos distintos. Primeiro, famílias com renda até R$ 2.850, que obtêm cobertura de 95% do valor imobiliário via subsídio federal, arcando com apenas 5% do montante.
O segundo grupo abrange rendas entre R$ 2.850,01 e R$ 4.700, recebendo auxílio de até R$ 55 mil combinado com taxas reduzidas. Já a terceira categoria contempla ganhos de R$ 4.700,01 a R$ 8 mil, oferecendo juros menores sem subsídio direto.
As taxas de juros oscilam entre 4% e 10,5% anuais. Famílias do Nordeste e do Norte do país, consideradas de baixa renda, acessam condições preferenciais com descontos do FGTS para adequar as prestações ao orçamento doméstico.
Valores máximos dos imóveis recebem correção
O Conselho Curador do FGTS autorizou em dezembro reajustes nos limites imobiliários para as duas primeiras faixas em municípios do Centro-Oeste, Nordeste e Norte. O teto de R$ 255 mil receberá correção média de 4% após congelamento de três anos.
Cidades do interior paulista e fluminense já receberam o mesmo percentual de ajuste. Já nas capitais, o valor permanece fixado em R$ 350 mil, enquanto a Faixa 3 mantém limite de R$ 500 mil para imóveis.
*Com informações de O Globo

