Veja o resumo da notícia

  • Governo estuda usar R$ 20 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal no Minha Casa, Minha Vida, visando ampliar o financiamento da Faixa 3.
  • A medida busca viabilizar a meta de 3 milhões de moradias contratadas até o fim do governo Lula, evitando pressão sobre o FGTS.
  • Proposta depende de aprovação no Congresso e visa incluir tema em pacote de renegociação de dívidas e crédito ao setor produtivo.
  • Antecipação do anúncio do MCMV pode ajudar o governo a responder à perda de vantagem nas pesquisas eleitorais, devido ao peso político.
  • A medida busca atender a construção civil, impactada pela taxa Selic e incertezas globais, ampliando faixas de renda do MCMV.
Minha Casa Minha Vida faixa 3
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal estuda usar R$ 20 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para ampliar o funding da Faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A medida atende famílias com renda bruta de até R$ 9,6 mil e tem como objetivo viabilizar a meta de três milhões de moradias contratadas até o fim do governo Lula.

Segundo reportagem do Valor, a proposta também evita pressão sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), num momento em que o governo discute liberar saques para reduzir o endividamento das famílias em patamar recorde.

Crédito imobiliário e tramitação no Congresso

A mudança ainda depende da aprovação de medida provisória e projeto de lei pelo Congresso Nacional. A ideia inicial era incluir o tema no pacote de renegociação de dívidas de pessoas físicas e jurídicas e de crédito ao setor produtivo.

O anúncio do MCMV, porém, pode ser antecipado. A avaliação é que o programa tem peso político e pode ajudar o governo a responder a um cenário de perda de vantagem nas pesquisas eleitorais.

Minha Casa, Minha Vida e impacto na construção civil

De acordo com fontes ouvidas pelo Valor, a medida também busca atender a construção civil, que enfrenta os efeitos da taxa Selic em 14,75% ao ano e do ambiente de incerteza global.

No fim de março, o Conselho Curador do FGTS ampliou as faixas de renda do MCMV. A Faixa 1 subiu de R$ 2.850 para R$ 3.200. A Faixa 2 passou de R$ 4.700 para R$ 5.000. A Faixa 3 foi de R$ 8.600 para R$ 9.600.

A Faixa 4, voltada à classe média, avançou de R$ 12 mil para R$ 13 mil. Também houve alta no valor dos imóveis: na Faixa 3, de R$ 350 mil para R$ 400 mil; na Faixa 4, de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

*Com informações do Valor

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.