custos da construção civil
Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

A guerra no Irã já elevou os custos da construção civil, com impacto sobre combustíveis, fretes e insumos importados. O efeito já aparece em reajustes de cimento, aço e resinas, e o setor prevê adiamento de obras, revisão de projetos e imóveis mais caros, segundo reportagem do Estadão.

Dados do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) mostram que as cimenteiras elevaram o preço em 12% no Estado no fim de março e anunciaram mais 10% na semana passada. O Sindicato avalia recorrer ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por suspeita de acréscimo orquestrado de preço.

As siderúrgicas também informaram alta de 8% no aço nesta semana. Já resinas e polímeros, materiais importados, tiveram salto de 100% no início de abril, dobrando o custo de tubos, conexões e outras peças plásticas.

Se a guerra se estender e os estoques locais acabarem, os custos de trazer novos insumos será maior.

Custos da construção sobem com guerra

“Estamos muito preocupados com a inflação que estamos vendo na construção civil. É um momento realmente difícil”, diz ao jornal o presidente do Sinduscon-SP, Yorki Estefan. “Está todo mundo rezando para voltarmos a ter alguma normalidade”.

Segundo ele, o cenário lembra 2020. “Estamos vivendo um momento parecido com o da época do covid, quando houve desestruturação na cadeia de fornecedores e disparada dos preços de insumos”, afirma.

Minha Casa Minha Vida e lançamentos sob pressão

O sindicato convocou uma reunião para avaliar medidas emergenciais com construtoras. A tendência, segundo Estefan, é de postergação do início das obras, redução do ritmo nos canteiros e engavetamento de projetos voltados à classe média, com imóveis entre R$ 600 mil e R$ 1,5 milhão.

No Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o impacto é maior porque não há correção monetária no contrato após a venda na planta. “Aí o impacto da alta dos custos é na veia. Afeta diretamente as margens de lucro. Na pandemia, o lucro foi embora por causa da mesma situação”, relembra.

Estefan também prevê repasse ao comprador. “As empresas não vão conseguir absorver esses aumentos de custos. O preço do imóvel novo com certeza vai ficar maior”, estima.

*Com informações do Estadão

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.