Veja o resumo da noticia
- Perfil do comprador de imóvel: homem, 47 anos, classe B, busca imóvel usado para moradia própria até R$500 mil.
- Pesquisa revela preferência por imóveis usados (60%), casas (57%) e apartamentos (33%), com até R$499.999 de investimento.
- Compradores valorizam segurança climática, áreas verdes, acesso a transporte, ventilação e divisão de ambientes.
- Acessibilidade (rampas, banheiros adaptados) e recursos sustentáveis (captação de água, energia renovável) são importantes.
- Programas habitacionais como MCMV atraem 45% dos compradores; financiamento imobiliário motiva 60% dos interessados.

O comprador padrão de imóveis no Brasil é homem, com aproximadamente 47 anos, classe B, que vive em família. De acordo com a pesquisa do DataZAP, do Grupo OLX, dentro deste perfil, o comprador procura mais por imóvel usado para residência própria, com teto beirando os R$500 mil.
O estudo “Moradia do Amanhã – Compra” entrevistou 119 pessoas entre outubro e novembro de 2025, todas usuárias das plataformas ZAP Imóveis, Viva Real e OLX.
Os participantes da pesquisa compraram ou planejam adquirir imóveis nos próximos 12 meses. A margem de erro é de 8,98 pontos percentuais.
Demanda concentrada em imóveis usados
Os dados mostram que 60% dos compradores optam por imóveis usados. O teto de investimento fica em R$ 499.999 para 74% dos entrevistados. Já as casas superam apartamentos na preferência deste tipo de comprador: 57% contra 33%, respectivamente.
O padrão desejado pelo comprador típico inclui um imóvel com área entre 31 e 60 metros quadrados, dois ou três dormitórios, uma suíte, dois banheiros e vaga de garagem. A divisão adequada dos ambientes e a ventilação natural também são critérios valorizados.
Fatores ambientais e segurança determinam localização
Ainda de acordo com a pesquisa, para o comprador dentro do perfil (homem, 47 anos e classe B) a escolha da localização prioriza a segurança climática: 91% evitam áreas com risco de enchentes. Áreas verdes atraem 59% dos compradores, enquanto 58% valorizam acesso a transporte público ou mobilidade ativa.
“A segurança climática e a mobilidade ativa tornaram-se pilares da qualidade de vida moderna. O comprador entende que imóveis sustentáveis oferecem maior resiliência e valorização a longo prazo”, afirma Taiane Martins, gerente de Inteligência de Mercado do Grupo OLX.
Sistemas de captação de água da chuva, energia renovável e bioarquitetura ganham importância.
A acessibilidade também pesa na decisão da casa própria: 57% consideram rampas e banheiros adaptados em áreas comuns, e 55% valorizam espaços para cadeirantes e pisos táteis.
Financiamento e programas habitacionais
Mesmo na classe B, 45% dos compradores avaliam programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O novo modelo de crédito imobiliário motivou 60% a buscar financiamento, com teto de R$ 2,25 milhões, juros limitados a 12% ao ano e cobertura da Caixa para até 80% do valor.
A população economicamente ativa representa 78% dos entrevistados, com 54% concentrados no Sudeste. Moradia própria é o objetivo de 78%, enquanto 12% pensam em investimento e 8% em segunda residência.
“O estudo nos ajuda a entender as prioridades do comprador brasileiro diante das transformações no mercado e nas cidades”, complementa Taiane.
*Com informações de Exame

