inadimplência do aluguel
Imagem: Crédito:Chainarong Prasertthai/iStock

A inadimplência do aluguel no Brasil caiu para o menor patamar dos últimos sete meses em dezembro, para 3,44%. Os dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica mostram redução de 0,25 ponto percentual em relação a novembro, quando o índice estava em 3,69%.

O resultado anual também demonstra estabilidade, com queda de 0,02 ponto percentual comparado aos 3,46% de dezembro de 2024.

Setor residencial apresenta recuperação em todas as faixas

Os imóveis residenciais com aluguéis superiores a R$ 13 mil registraram a segunda redução consecutiva, passando de 6,37% em novembro para 6,04% em dezembro. Esta faixa vinha apresentando pressão nos meses anteriores, de acordo com a Superlógica.

Imóveis populares também mostram alívio: a categoria de aluguéis até R$ 1.000, tradicionalmente mais pressionada, teve diminuição de 6,26% para 5,89%.

Ainda de acordo com o levantamento, as melhores performances ficaram com os imóveis entre R$ 3.000 e R$ 5.000, com taxa de 1,85%, e entre R$ 2.000 e R$ 3.000, com inadimplência de 1,90%.

Mercado comercial tem alívio expressivo

O segmento comercial mostrou recuperação ainda mais expressiva, especialmente nos contratos até R$ 1.000, que concentram o maior índice do setor. A inadimplência despencou 1,51 ponto percentual, saindo de 9,57% para 8,06%.

Já os estabelecimentos com aluguéis acima de R$ 13 mil mantiveram a taxa de 4,77%. A menor inadimplência ficou na faixa de R$ 5.000 a R$ 8.000, com 4,02%.

O Nordeste permaneceu com o maior índice nacional em 5,23%, sem alteração mensal. O Norte ficou em segundo lugar com 4,73%, registrando alta de 0,28 ponto percentual.

O Sudeste teve a melhor evolução, caindo para 3,15% com redução de 0,25 ponto percentual. O Sul manteve a liderança positiva com 2,68%, também em queda.

Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, vê sinais positivos na trajetória recente. Segundo o executivo, a inadimplência apresenta tendência de queda que pode ser favorável para 2026.

Entretanto, “é fundamental acompanhar as projeções de juros para este ano, já que esse indicador tem impacto direto tanto no endividamento quanto na capacidade de pagamento dos inquilinos”, afirmou à Times Brasil.

Onde as taxas condominiais subiram acima da inflação em 2025

Maranhão lidera aumentos

Paralelamente à melhora na inadimplência, as taxas condominiais registraram aumentos expressivos em 2025.

O Maranhão liderou com alta de 16%, elevando o valor médio de R$ 498,9 para R$ 579. A variação elevada reflete um mercado com base menor de condomínios, onde oscilações de custo têm impacto proporcionalmente maior, segundo a Superlógica.

O Rio de Janeiro apresentou a segunda maior alta, com aumento de 11,7% e taxa média passando de R$ 764 para R$ 853,3. Segundo João Baroni, diretor de crédito do Grupo Superlógica, o estado possui perfis distintos de condomínio.

“Quando você vai para a zona Sul, são condomínios com menos unidades, mas com a taxa condominial muito mais alta. Já em regiões como Jacarepaguá, são prédios com muitas torres e muitos serviços, o que também pressiona a taxa”, afirmou ao portal Metro Quadrado.

Estados do Norte e Nordeste completam ranking

Tocantins ficou em terceiro lugar com alta de 10,57%, elevando a taxa de R$ 461 para R$ 509,7. Alagoas registrou aumento de 10,51%, passando de R$ 798 para R$ 881,9. E o Piauí fechou o ranking com alta de 10,44%, saindo de R$ 350 para R$ 386,5.

Segundo Baroni, a inflação de serviços pressionou os custos nestas regiões. “A inflação de pessoas no último ano foi muito mais alta do que a inflação de produtos, e isso tende a pressionar a taxa condominial”, explica.

*Com informações de Times Brasil e Metro Quadrado

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)