Veja o resumo da noticia

  • Índice aponta estabilidade na inadimplência residencial e aumento no setor comercial em 2025.
  • Imóveis comerciais registram alta de 4,84% na inadimplência, com destaque para aluguéis de até R$ 1 mil (7,94%).
  • Nordeste lidera a inadimplência (5,15%), mas com queda, enquanto Centro-Oeste, Sudeste e Sul apresentam aumento nas taxas.
inadimplência do aluguel
Imagem: LENblR/iStock

A inadimplência no aluguel apresentou estabilidade em 2025 no setor residencial, mas registrou alta significativa nos imóveis comerciais, segundo o Índice de Inadimplência Superlógica. O estudo analisa dados de 600 mil clientes da plataforma de soluções financeiras para condomínios e imobiliárias.

Na média geral, somando imóveis residenciais e comerciais, a taxa foi de 3,50%, ante 3,49% no ano anterior. Quando considerados apenas os imóveis comerciais, estes tiveram as maiores elevações no índice de atrasos. A taxa alcançou 4,84%, representando um aumento de 0,4 ponto percentual em relação a 2024.

A inadimplência mais alta foi registrada em imóveis comerciais com aluguel até R$ 1 mil. Neste segmento, os atrasos nos pagamentos alcançaram 7,94%, contra os 6,76% observados no ano anterior.

Nos imóveis residenciais, as variações foram menores: as casas subiram para 3,79% (alta de 0,01 ponto), enquanto os apartamentos chegaram a 2,36% (aumento de 0,08 ponto). Os mais frequentes foram registrados em aluguéis acima de R$ 13 mil, com taxa de 6,18%, levemente superior aos 6,04% de 2024.

Cenário econômico e desafios regionais

Para Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias da Superlógica, os dois últimos meses de 2025 indicaram melhora com a queda do índice após um pico de 3,8% em setembro. Porém, ele alerta para possíveis pressões econômicas. “Fatores externos podem impactar o orçamento das famílias, entre eles as bets”, afirma.

A análise por região mostra diferenças marcantes. O Nordeste liderou com inadimplência de 5,15%, seguido pelo Norte, com 4,88%. Contudo, ambas as regiões registraram quedas de 0,68 e 0,7 ponto percentual, respectivamente, na comparação com 2024.

Já no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, os índices subiram. A menor taxa foi observada no Sul, com 2,89% (alta de 0,14 ponto). No Sudeste, atingiu 3,24% (crescimento de 0,12 ponto), enquanto no Centro-Oeste subiu para 3,59% (avanço de 0,42 ponto). “O aumento nessas regiões acende um alerta também”, ressalta Gonçalves.

Segundo o diretor, a inadimplência no aluguel é um indicador direto da saúde econômica, especialmente entre as classes de menor renda, sendo considerado um barômetro da situação financeira do país.

*Com informações de Valor Econômico

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)