Veja o resumo da noticia
- Disputa acirrada entre TGB, Balassiano, RJDI e Pilar Engenharia pelo último terreno disponível na Lagoa Rodrigo de Freitas.
- Ricardo Haddad, proprietário, negocia a venda do terreno de 1,1 mil m² por R$ 130 milhões com propostas de parcelamento.
- Tombamento municipal impedia a venda do terreno, onde ficavam o Castelo da Lagoa e o Chiko's Bar, até recente decisão judicial.
- Restrições de altura limitam o potencial construtivo a edifícios residenciais de até sete pavimentos na Epitácio Pessoa.

Uma disputa entre quatro grandes incorporadoras marca a venda do último terreno com frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. O lote de 1,1 mil metros quadrados situa-se no cruzamento da Avenida Epitácio Pessoa com a Rua Joana Angélica.
A TGB Imóveis, comandada por Rogério Chor, Balassiano, RJDI e Pilar Engenharia competem pela aquisição do imóvel. O proprietário Ricardo Haddad, descendente dos donos da extinta Fábrica de Tecidos Bangu, conduz as tratativas.
O valor solicitado alcança R$ 130 milhões. As ofertas apresentadas incluem parcelamento em 24 meses ou troca por 40% das futuras unidades, com sinal inicial de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões.
Tombamento municipal bloqueou vendas por décadas
A propriedade reúne dois lotes contíguos com histórias distintas. O primeiro permanecia desocupado desde a remoção das estruturas do restaurante Castelo da Lagoa e do Chiko’s Bar, estabelecimento do empresário espanhol Chico Recarey.
O segundo preservou uma residência até período recente devido ao tombamento municipal decretado em 2002 pelo ex-prefeito Cesar Maia, impedindo transações comerciais durante anos.
O processo judicial para reverter a proteção patrimonial iniciou-se em 2007 e chegou ao fim apenas em 2024. A edificação demolida integrava o trio de casas remanescentes na Epitácio Pessoa.
Restrições de altura limitam potencial construtivo
Os estudos preliminares focam exclusivamente no segmento residencial, contemplando desde apartamentos amplos de dois ou três dormitórios até unidades menores tipo flat. Projetos comerciais são descartados devido às limitações urbanísticas locais.
O aproveitamento do terreno enfrenta restrições pelo gabarito municipal, que estabelece altura máxima de 25 metros, permitindo edificações de seis a sete pavimentos conforme a configuração do térreo.
A demora na decisão pode prejudicar o vendedor, considerando a estagnação dos preços imobiliários na capital fluminense e o custo de oportunidade do capital imobilizado.
*Com informações de Metro Quadrado

