Veja o resumo da noticia

  • Mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo encerra 2025 com recuperação, impulsionado pela absorção líquida e regiões como JK e Pinheiros.
  • Setor financeiro lidera locações na JK, enquanto empresas de saúde impulsionam demanda em Pinheiros.
  • Preço médio do metro quadrado no centro expandido valoriza, com Faria Lima e Pinheiros se destacando.
  • Mercado se prepara para maior oferta em 2026, com novos projetos em diversas regiões.
mercado de escritórios em São Paulo
Imagem: Ranimiro Lotufo Neto/iStock

O mercado de escritórios de alto padrão no centro expandido de São Paulo encerrou 2025 com recuperação expressiva, mesmo com a economia brasileira praticamente estagnada no final do ano com a taxa básica de juros (Selic) a 15%.

Segundo o relatório MarketBeat Office, da Cushman & Wakefield, a absorção líquida foi de 147,8 mil metros quadrados ao longo do ano. Os destaques foram as regiões da Juscelino Kubitschek (JK), Pinheiros e Chucri Zaidan, que concentraram a maior parte da demanda no último trimestre.

Locação cresce em setores específicos

O setor financeiro liderou as locações, absorvendo 10,2 mil metros quadrados na região da JK no último trimestre de 2025.

Em Pinheiros, empresas da área de saúde foram responsáveis por 9,5 mil metros quadrados ocupados. Na Chucri Zaidan, a ocupação aumentou 7,9 mil metros quadrados, consolidando o padrão de crescimento registrado ao longo do ano.

A dinâmica é um reflexo do equilíbrio entre oferta e demanda, que ajudou a sustentar os preços no segmento de escritórios de alto padrão. O valor médio pedido por metro quadrado no centro expandido ficou em R$ 144,29 no quarto trimestre, com valorização acumulada de 8,74% no ano.

A região da Faria Lima permaneceu como a mais valorizada, com preço médio de R$ 290,06 por metro quadrado, enquanto Pinheiros registrou R$ 170,67.

Vacância no menor nível histórico, mas oferta futura preocupa

Ainda de acordo com a pesquisa, a taxa de vacância no centro expandido caiu para 12,77% no final de 2025, a menor da série histórica, com redução de 3,46 pontos percentuais ao longo do ano.

Em Pinheiros, a vacância fechou em 5,13%, enquanto a JK registrou 9,18% e a Chucri Zaidan, 14,34%. No entanto, nem todas as regiões acompanharam o movimento: na Marginal Pinheiros, a entrega do edifício River South (20.609 metros quadrados) elevou a vacância para 36,02%.

Mesmo com a ocupação consistente, o mercado deve enfrentar pressões em 2026. O mercado esperado novos projetos em regiões como Chucri Zaidan, Pinheiros, Chácara Santo Antônio e Rebouças, o que pode aumentar a concorrência e pressionar os preços.

A maior competição deve levar a negociações mais agressivas por parte dos proprietários, aponta o estudo da Cushman & Wakefield.

Ao longo de 2025, 49,9 mil metros quadrados de novo estoque foram entregues, abaixo do previsto inicialmente, mas o mercado já se prepara para o impacto de uma oferta mais robusta no próximo ano.

*Com informações de Exame

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)