Veja o resumo da noticia
- Recorde de lançamentos imobiliários no Brasil em 2025, impulsionado pelo programa Minha Casa, Minha Vida, com forte crescimento nas unidades.
- O programa Minha Casa, Minha Vida representou a maior parte dos lançamentos e valores movimentados no setor imobiliário em 2025.
- Crescimento dos lançamentos de médio e alto padrão, apesar do menor número de unidades.
- Vendas de imóveis apresentaram um crescimento mais moderado, sustentado principalmente pelo desempenho do Minha Casa, Minha Vida.
- Queda nas vendas de médio e alto padrão, com valores atenuados pelos preços mais altos e adequação de estoques pelas empresas.

O setor imobiliário brasileiro registrou recorde histórico de lançamentos em 2025. Até outubro, foram lançados 161.709 novos imóveis, crescimento de 34,6% em relação ao mesmo período de 2024, segundo levantamento da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras) com a Fipe.
O programa Minha Casa, Minha Vida foi o principal motor desse crescimento. Representou 85,9% dos lançamentos, com 138.985 unidades. As medidas do governo Lula para fortalecer o programa em 2025 impulsionaram esses resultados.
Valores movimentados superam R$ 59 bilhões
Em valores, o setor totalizou R$ 59,4 bilhões em novos imóveis até outubro. O Minha Casa, Minha Vida respondeu por R$ 34,8 bilhões desse montante.
Os segmentos de médio e alto padrão também cresceram e registraram alta de 14,3% nos lançamentos, com 22.724 novas unidades. O valor lançado atingiu R$ 24,5 bilhões, elevação de 42,5%.
Vendas crescem de forma mais moderada
Já as vendas apresentaram ritmo mais tímido, segundo o levantamento. O setor comercializou 159.357 unidades até outubro, alta de apenas 2,3%. Em valor, foram R$ 53,3 bilhões vendidos, crescimento de 4,3%.
O Minha Casa, Minha Vida também sustentou esse crescimento, de acordo com os dados. O programa vendeu 125.791 unidades (alta de 8,6%) e movimentou R$ 29,5 bilhões (crescimento de 9,7%).
O médio e alto padrão tiveram queda de 17,9% no volume (28.756 unidades) e de 1,1% em valor (R$ 21,7 bilhões). Os preços mais elevados quase compensaram a redução de unidades vendidas.
Segundo a Abrainc, os segmentos estão em “fase de adequação de estoques”. Com juros mais altos encarecendo o financiamento, as empresas priorizaram a venda de unidades já lançadas.
A associação espera retomada gradual dos lançamentos com a provável queda dos juros neste ano. Para o Minha Casa, Minha Vida, o setor projeta crescimento nas vendas imobiliárias nos próximos meses.
*Com informações de Folha de S.Paulo

