Veja o resumo da notícia

  • São Paulo recebeu 900 mil m² de galpões logísticos em 2026, mas escassez é projetada para 2027.
  • A CBRE Brasil indica que a vacância no mercado paulista atingiu 3,8% no terceiro trimestre, o menor nível em 18 anos.
  • Desenvolvedores esperaram aluguéis acima de R$ 30/m² em praças distantes para justificar novos investimentos.
  • Projetos em fase avançada para 2027 são built-to-suit ou pré-locados, limitando a oferta especulativa.
  • O ciclo de desenvolvimento de galpões varia de 24 a 36 meses, atrasando o alívio na oferta para depois de 2027.
  • A absorção líquida de galpões em São Paulo superou as entregas no terceiro trimestre, atingindo 480 mil m².
galpões logísticos no interior de SP
Marcos Kulenkampff /iStock

O estado de São Paulo recebeu 900 mil m² de novos galpões logísticos em 2026, mas a CBRE Brasil projeta escassez de espaços em 2027, inclusive em cidades mais distantes da capital. A consultoria avalia que os desenvolvedores concentraram projetos no Raio 30, onde a procura e os aluguéis são maiores. Mas, segundo reportagem do Metro Quadrado, praças a até 120 quilômetros de São Paulo, como Campinas e Jundiaí, ficaram com menos produtos adequados.

Vacância cai a níveis históricos

A taxa de vacância entre os raios 30 e 60 está em 2,9%, abaixo dos 4% registrados no Raio 30. No conjunto do mercado paulista monitorado pela CBRE, a vacância encerrou o terceiro trimestre em 3,8%, o menor nível em 18 anos. O estoque disponível está pulverizado em galpões menores, que nem sempre atendem empresas de comércio eletrônico interessadas em descentralizar centros de distribuição.

Aluguel acima de R$ 30 por m² destrava projetos

Segundo a consultoria, parte dos desenvolvedores esperou os aluguéis superarem R$ 30 por m² nas praças mais distantes para justificar novos investimentos. Esse patamar só foi ultrapassado nos últimos seis meses. Como resultado, boa parte dos projetos em fase avançada para entrega em 2027 é built-to-suit ou já está pré-locada, deixando pouca oferta especulativa para absorver novas demandas.

Ciclo de 24 a 36 meses limita reação

A compra de terrenos e as aprovações de um empreendimento especulativo podem consumir ao menos um ano antes do início da construção. Da busca pela área à entrega, o ciclo total varia de 24 a 36 meses. Por isso, mesmo que os desenvolvedores acelerem decisões agora, o alívio relevante na oferta tende a aparecer apenas depois de 2027.

Absorção supera entregas no terceiro trimestre

No terceiro trimestre, São Paulo recebeu 300 mil m² de novos galpões, enquanto a absorção líquida chegou a 480 mil m². No acumulado do ano, a ocupação adicional se aproxima de 2 milhões de m², mais que o dobro dos 900 mil m² acrescidos ao estoque. O mercado acompanhado pela CBRE reúne cerca de 22,5 milhões de m² em aproximadamente 500 condomínios logísticos.

*Com informações de Metro Quadrado

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.