Veja o resumo da noticia

  • Após paralisar obras e atrasar pagamentos, a companhia iniciou uma reestruturação para virar a página e retomar obras.
  • Plano de retomada inclui cortes de pessoal, renegociação de dívidas e conversão de parte das dívidas em participação.
  • Empresa foca na retomada das obras paralisadas e na conclusão de empreendimentos já em andamento até 2026.
  • Kinea desinveste na construtora, enquanto o BTG Pactual opta por continuar investindo e financiando os projetos.
  • Patriani planeja retomar lançamentos em 2027, focando em médio e alto padrão, e ingressar no segmento econômico.
Patriani
Imagem: Jair Ferreira Belafacce/iStock

Construtora especializada em empreendimentos residenciais de médio padrão, a Patriani enfrenta o maior desafio de seus 13 anos de história. Após paralisar obras e atrasar pagamentos, a companhia iniciou uma reestruturação para virar a página e retomar obras.

Altas taxas de juros afetaram os empreendimentos da construtora voltados à classe média, segmento mais dependente de crédito. O plano de retomada incluiu cortes de até 40% no quadro de funcionários e renegociações de dívidas com credores como o BTG Pactual e a Kinea. Parte das dívidas foi convertida em participações nos empreendimentos, permitindo a injeção de capital para equalizar o déficit no caixa.

Retorno das obras e foco em conclusões

Dos 16 canteiros paralisados, seis já foram retomados, de acordo com a empresa, que espera reiniciar os demais em fevereiro. A meta é entregar oito empreendimentos até o fim de 2026.

Segundo o CEO, Bruno Patriani, a empresa já conseguiu resolver a maioria dos pagamentos atrasados em janeiro. Em entrevista ao portal Metro Quadrado, o executivo afirmou que “a grande maioria” dos débitos está quitada. “Já nos livramos do nosso passado de atraso”, afirmou.

Para atravessar o ano, a empresa não fará novos lançamentos, concentrando esforços na conclusão dos projetos que já estão em andamento.

Investidores optam por saídas ou continuidade

De acordo com fontes próximas ao processo, a gestora Kinea preferiu desinvestir na construtora, vendendo sua participação em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) para a construtora Tarjab. Apesar da venda abaixo do valor investido, reservas de caixa mitigaram o impacto para os fundos.

Já o BTG Pactual optou por continuar investindo, assumindo os empreendimentos e financiando os projetos diretamente, com a expectativa de capturar todo o retorno potencial das operações.

Com juros altos pressionando o mercado imobiliário, a Patriani planeja retomar lançamentos apenas em 2027, com foco em empreendimentos de médio e alto padrão. Além disso, a construtora pretende ingressar no segmento econômico, voltado ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

A empresa aposta na esperada queda da Selic para ver o reaquecimento da demanda e melhorar sua posição no mercado.

*Com informações de Metro Quadrado

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)