Veja o resumo da noticia

  • Quinto Andar anuncia investimento de R$ 100 milhões no Rio de Janeiro visando expansão e aumento de imóveis listados em até 70% até 2026.
  • Expansão focada em 87 novos territórios na região metropolitana do Rio.
  • Cenário de juros altos impulsiona a demanda por aluguéis, principal negócio da empresa.
  • Empresa enfrenta ação civil pública que questiona a cobrança de taxas de reserva e serviços dos inquilinos, alegando que elas deveriam ser arcadas pelos proprietários.
investimento do Quinto Andar no Rio de Janeiro
Imagem: R.M. Nunes/iStock

O Quinto Andar anunciou um plano de investimento de R$ 100 milhões para expandir sua atuação no mercado imobiliário do Rio de Janeiro em 2026. A meta é aumentar o número de imóveis listados no estado em até 70%, chegando a mais de 50 mil unidades.

A ofensiva, de acordo com a startup, inclui expansão para 87 novos territórios da região metropolitana, principalmente em bairros das zonas Norte e Oeste.

Estratégia segue modelo adotado em Belo Horizonte

O Rio de Janeiro é o segundo maior mercado do Quinto Andar, atrás apenas de São Paulo. O planejamento do QuintoAndar é replicar a estratégia implementada em Belo Horizonte no ano anterior: destinou R$ 100 milhões para a cidade e registrou um crescimento de 50% nos aluguéis fechados pela plataforma em 2025.

Segundo Lucas Lima, diretor de operações da empresa ouvido pelo jornal O Globo, a expansão no território fluminense deve seguir o mesmo ritmo, com expectativa de aumentar o estoque em até 70% em 2026.

O momento é considerado ideal devido ao cenário de juros altos. Com a taxa Selic em níveis elevados, que dificultam o financiamento imobiliário, a demanda por aluguéis — principal negócio do Quinto Andar — está em alta. Além disso, a startup planeja usar a receita já gerada na cidade para ampliar sua fatia de mercado.

“O Rio tem uma especificidade, que é um nível de informalidade maior que o de outras praças. Isso abre um caminho para captarmos clientes por meio de produtos da nossa plataforma que, talvez, ainda não sejam plenamente conhecidos dos proprietários locais. O aluguel é parte importante da renda desse público, assim como o imóvel é provavelmente seu maior patrimônio. Parte dos R$ 100 milhões será gasta em tornar conhecida nossa oferta de renda garantida, em caso de inadimplência, e cobertura de danos ao imóvel“, explica Lucas Lima.

Corretores e imobiliárias no foco da expansão

Outro ponto central da estratégia, segundo a empresa, é atrair mais corretores e imobiliárias para a plataforma. A meta da empresa é aumentar em 40% o número de parceiros locais em 2026, oferecendo incentivos que ampliem os ganhos desses profissionais ao utilizarem o Quinto Andar para intermediar negócios.

“Vamos fazer um investimento pesado na atração desses parceiros. A ideia é aumentar o potencial de ganho de corretagem quando eles trouxerem mais negócios para a plataforma”, afirma Lucas Lima.

Além disso, a empresa prevê reforçar sua equipe interna de vendas, que dá suporte aos proprietários de imóveis listados no site, especialmente na Zona Sul e na Barra da Tijuca, principais áreas de atuação no Rio.

Obstáculos jurídicos no mercado carioca

Apesar do investimento pesado, o Quinto Andar enfrenta desafios no mercado carioca. Desde 2022, a empresa responde a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que questiona a cobrança de taxas de reserva e serviços dos inquilinos, alegando que elas deveriam ser arcadas pelos proprietários.

O processo segue em tramitação, sem decisão de mérito na segunda instância. No entanto, uma liminar favorável à startup permite que as cobranças continuem sendo realizadas.

Com mais de US$ 700 milhões em aportes desde a fundação em 2013 e avaliada em US$ 5,1 bilhões em 2021, o Quinto Andar aposta no mercado carioca como parte de sua estratégia de crescimento a longo prazo, mesmo em um ambiente econômico desafiador.

*Com informações de O Globo

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)