
O preço médio do aluguel residencial no Brasil subiu 0,70% em julho, segundo o índice FipeZap. A alta foi um pouco menor do que a registrada em junho (+0,81%), mas superou com folga a variação da inflação ao consumidor, medida pelo IPCA e que marcou avanço de 0,07% no mês passado. Também ficou acima do IGP-M (-1,16%), usado para reajustes de contratos de locação vigentes.
O FipeZap é um dos indicadores acompanhados no painel de indicadores econômicos do mercado imobiliário do Portas, ao lado de Selic, IGP-M e outros.
Vale a ressalva que o índice FipeZap acompanha apenas os preços anunciados para novos aluguéis residenciais.
Com o resultado de julho, o aluguel residencial acumula valorização de 5,97% nos primeiros sete meses de 2026, mais do que o avanço de 3,44% do IPCA e o de 2,08% do IGP-M no mesmo período. Ou seja, os preços de novas locações já subiram 2,53 pontos percentuais acima da inflação oficial acumulada no ano.
A locação tem subido em ritmo bastante próximo ao observado de janeiro a julho do ano passado, quando registrou valorização de 6,13%.
A alta acumulada no ano alcançou 34 das 36 cidades monitoradas pelo índice, incluindo 21 das 22 capitais. Aracaju aparece novamente na liderança, com valorização de 16,12% nos sete primeiros meses de 2026. Campo Grande vem em seguida, com alta de 11,95%, enquanto Manaus (+11,04%), Fortaleza (+10,98%) e Natal (+10,72%) completam o time de capitais com aumentos superiores a 10%.
O Rio de Janeiro aparece na sexta posição entre as capitais, com alta de 9,94% no ano, seguido por Teresina (+9,33%). Em São Paulo, os preços de locação subiram 3,97% desde janeiro, resultado suficiente para superar em 0,53 ponto percentual a inflação pelo IPCA.
As capitais com maior e menor alta do aluguel residencial em 2026:
- Aracaju (SE): +16,12%
- Campo Grande (MS): +11,95%
- Manaus (AM): +11,04%
- Fortaleza (CE): +10,98%
- Natal (RN): +10,72%
- Rio de Janeiro (RJ): +9,94%
- Teresina (PI): +9,33%
- Brasília (DF): +6,93%
- João Pessoa (PB): +6,50%
- Índice FipeZap (janeiro a julho): +5,97%
- Recife (PE): +5,69%
- Vitória (ES): +5,35%
- Goiânia (GO): +5,21%
- Curitiba (PR): +5,14%
- Cuiabá (MT): +4,88%
- Porto Alegre (RS): +4,62%
- Belo Horizonte (MG): +4,42%
- Salvador (BA): +4,00%
- São Paulo (SP): +3,97%
- IPCA (janeiro a julho): +3,44%
- Maceió (AL): +2,47%
- Belém (PA): +1,08%
- Florianópolis (SC): +1,04%
- São Luís (MA): -0,44%
Rentabilidade do aluguel tem leve alta
A rentabilidade média projetada do aluguel residencial também avançou ligeiramente e chegou a 6,14% ao ano em julho, ante 6,13% no mês anterior. Apesar da melhora, o retorno permanece abaixo da rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses.
Entre os imóveis, as unidades de um dormitório apresentam a maior rentabilidade, de 6,78% ao ano. Nos apartamentos com quatro ou mais dormitórios, o retorno projetado é de 4,84% ao ano.
Entre as capitais, Recife apresenta a maior rentabilidade no aluguel residencial, de 8,47% ao ano, seguida por Cuiabá (8,31%), Belém (8,18%), Manaus (7,99%) e Natal (7,85%).







