Veja o resumo da noticia

  • Mercado imobiliário de alta renda em 2026: crescimento moderado, compradores exigentes e preços estáveis, conforme executivos do setor.
  • Demanda sustentada pela capacidade dos projetos de agregar valor ao longo do tempo, seja em termos patrimoniais ou de qualidade de vida.
  • Compradores UHNW priorizam localização, conceito claro e execução consistente antes de investir em novos projetos.
  • Desaceleração do crescimento nos principais bairros de São Paulo, com projeção de aumento entre 2% e 3%.
  • Cenário de incerteza macroeconômica impulsiona a busca por imóveis como proteção patrimonial e preservação de valor.
Mercado imobiliário de alta renda 2026
Cristian Lourenço/iStock

O mercado imobiliário de alta renda entra em 2026 com crescimento contido, compradores mais seletivos e preços próximos da estabilidade, segundo executivos do setor ouvidos pela Forbes.

“Esse segmento não reage de forma automática aos ciclos econômicos tradicionais, porque é menos dependente de crédito e mais orientado por preservação patrimonial, escassez e qualidade do ativo”, afirma Augusto Martins, CEO da JHSF.

A empresa desenvolve projetos como Complexo Cidade Jardim, Boa Vista Village e Fazenda Santa Helena. Para Martins, a demanda se sustenta na capacidade dos projetos de entregar valor ao longo do tempo, seja patrimonial ou de qualidade de vida.

O executivo avalia que compradores Ultra High Net Worth (UHNW) estão mais criteriosos, exigindo projetos bem localizados, com conceito claro e execução consistente, para decidir investir.

Crescimento de apenas 2% a 3% em 2025

Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby’s International Realty, vê uma desaceleração do segmento. Nos principais bairros das zonas sul e oeste de São Paulo, o crescimento perdeu força ao longo de 2025.

“A gente deve fechar algo em torno de 2%, 3% só de crescimento”, diz Romero. Ele também não vê espaço para aumento expressivo de preços, que já estão num patamar elevado.

Para 2026, o executivo projeta manutenção do ritmo cauteloso. “Eu vejo um mercado mais comedido, numa posição de espera”, afirma. O executivo destaca que, em momentos de incerteza macroneconômica, a aquisição de um imóvel passa a cumprir um papel de proteção patrimonial e preservação de valor. Por isso, a decisão se torna ainda mais baseada em critérios técnicos.

*Com informações da Forbes