Veja o resumo da notícia
- O mercado residencial paulistano exibe polarização, com lançamentos econômicos e de luxo superando o segmento médio-alto.
- Juros altos e crédito caro impactam a média renda, direcionando incorporadoras para faixas com subsídios públicos.
- Identifica-se descompasso entre procura e oferta de imóveis usados, com demanda concentrada em unidades compactas.
- Unidades abaixo de R$ 350 mil sofrem suboferta, enquanto imóveis acima de R$ 1,5 milhão apresentam excesso de oferta.

O mercado residencial paulistano vive uma polarização. Segundo estudo do DataZap divulgado pelo Metro Quadrado, os lançamentos cresceram 24% no segmento econômico em 2025 e 16% no luxo, enquanto o médio-alto teve avanço menor, de 11%. Com juros elevados e crédito mais caro, incorporadoras têm concentrado a produção nas faixas com subsídio público ou maior resiliência financeira.
Média renda segue pressionada pelo crédito
Para especialistas ouvidos pelo Metro Quadrado, o encarecimento do financiamento empurrou o setor para as extremidades. Até empresas tradicionalmente ligadas ao médio e alto padrão passaram a ampliar os projetos econômicos, de olho em medidas como a Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida e o novo teto de R$ 600 mil para enquadramento. Ainda assim, a velocidade de vendas caiu em todas as categorias acompanhadas pelo estudo.
Descompasso entre busca e oferta
Nos imóveis usados, a principal procura (54%) está em apartamentos de dois dormitórios e metragens compactas, que representam 35% da oferta. O maior descompasso está em unidades entre 45 m² e 60 m², que concentram 26% da demanda e apenas 12% da oferta. Imóveis de até R$ 350 mil também aparecem subofertados. Já acima de R$ 1,5 milhão, o movimento se inverte: representam 37% da oferta, mas só 11% da demanda.
*Com informações do Metro Quadrado







