Veja o resumo da noticia
- Crescimento do IFIX e a influência da perspectiva de queda da Selic no mercado de fundos imobiliários, conforme reportagem da Folha.
- Desempenho do IFIX em 2023, mesmo com a Selic elevada, e as projeções do Boletim Focus para as taxas de juros futuras.
- Regras de isenção de Imposto de Renda para rendimentos de FIIs e a tributação sobre o lucro na venda de cotas.
- A obrigatoriedade de distribuição de lucros por FIIs e a prática comum de pagamentos mensais, atraindo investidores.
- Distinção entre fundos de tijolo (investimentos em imóveis físicos) e fundos de papel (investimentos em títulos).
- Fatores de risco a serem avaliados em fundos de tijolo, como vacância, inadimplência e localização dos imóveis.
- Fatores de risco a serem avaliados em fundos de papel, como a qualidade do crédito e as garantias das operações.
- Impacto das taxas de juros nos fundos de papel e tijolo, e a análise cautelosamente positiva do Itaú BBA para 2025.

O mercado de fundos imobiliários voltou ao centro das atenções na Bolsa. Na sexta-feira (17), o IFIX, principal índice do setor na B3, renovou a máxima histórica ao atingir 3.930 pontos. Em 12 meses, a alta é de 18%. A perspectiva de queda da Selic tende a favorecer esses ativos, embora analistas alertem que parte desse efeito pode já ter sido antecipada, segundo reportagem da Folha.
Crédito imobiliário e efeito da Selic
O IFIX reúne os Fundos Imobiliários (FIIs) mais negociados na bolsa de valores. Ele subiu 21,1% entre janeiro e dezembro do ano passado, mesmo com a Selic no maior patamar em quase duas décadas ao longo de 2025. O primeiro corte veio em março deste ano, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa de 15% para 14,75% ao ano. O último Boletim Focus – que reúne as projeções dos principais agentes do mercado – prevê juros de 12,5% ao ano no fim de 2026.
Fundos imobiliários e regras
Os rendimentos de FIIs seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que o fundo cumpra exigências legais – como ter ao menos 50 cotistas, ser negociado em Bolsa. Já o lucro com a venda das cotas é tributado em 20%.
Pela legislação, os FIIs devem distribuir ao menos 95% dos lucros apurados a cada semestre. Na prática, porém, muitos fundos fazem pagamentos mensais, o que ajuda a explicar o apelo do produto entre investidores em busca de renda recorrente.
Fundos de tijolo, fundos de papel e risco
Para o investidor iniciante, a primeira distinção a entender é entre fundos de tijolo e fundos de papel. Os chamados fundos de tijolo investem em imóveis físicos, como shoppings, galpões e escritórios. Neles, a receita costuma vir dos aluguéis e da valorização patrimonial dos ativos. Para avaliar os riscos, pesam fatores como vacância, inadimplência, localização e qualidade do imóvel.
Já os fundos de papel investem em títulos ligados ao setor imobiliário, principalmente os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Neles, o investidor deve focar na qualidade do crédito, nas garantias da operação e no indexador dos títulos.
Os fundos de papel tendem a se beneficiar mais de juros altos, especialmente quando têm títulos atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou ao IPCA, índice da inflação no Brasil. Os de tijolo costumam se valorizar quando há tendência de queda de juros, com melhora da precificação dos ativos, estímulo da atividade imobiliária e aumento do apetite por aplicações de risco.
De forma geral, analistas avaliam 2026 de forma cautelosamente positiva. No Itaú BBA, a leitura é de continuidade da recuperação, apoiada na queda dos juros e na melhora de fundamentos do mercado imobiliário. Ainda assim, o banco ressalta que o mercado costuma antecipar esse movimento, o que pode limitar ganhos mais fortes nas cotas.
*Com informações da Folha







