Veja o resumo da notícia

  • Mercado de capitais explora crédito para quitação de incorporadoras após entrega das chaves
  • Setor imobiliário possui R$ 700 bilhões em instrumentos fora do sistema bancário
  • Recursos da poupança para crédito imobiliário apresentaram queda de 13% entre 2024 e 2025
  • Estimativa de novas moradias em São Paulo gera demanda potencial de crédito pós-chaves
crédito imobiliário pós-chaves
O ITCMD é o imposto sobre doações que prevalece no Brasil. (Imagem: fizkes/iStock)

O mercado de capitais começa a ocupar uma etapa ainda pouco explorada no financiamento imobiliário: o crédito para o comprador quitar a dívida com a incorporadora depois da entrega das chaves. Segundo reportagem do Estadão, a proposta é suprir a lacuna deixada pelo crédito bancário tradicional, que encolheu com a redução dos recursos da poupança.

Setor já tem R$ 700 bilhões fora do sistema bancário

Segundo a Comissão de Valores Mobiliários, o setor imobiliário reúne R$ 700 bilhões em instrumentos de mercado de capitais. Desse total, R$ 375 bilhões estão em fundos, R$ 245 bilhões em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e R$ 80 bilhões em debêntures.

Poupança restringiu novas contratações

O crédito imobiliário com origem na poupança somou R$ 156 bilhões em 2025, queda de 13% em relação aos R$ 180 bilhões de 2024, segundo a Abecip. A retração de R$ 24 bilhões reduziu a capacidade dos bancos de sustentar novas operações justamente em um momento de forte necessidade de repasse.

Novos imóveis em São Paulo ampliam pressão por soluções

A Galápagos Capital estima a entrega de 150 mil moradias em 2026 apenas na cidade de São Paulo, avaliadas em cerca de R$ 90 bilhões. Como a etapa pós-chaves costuma exigir financiamento de 60% a 70% do valor do imóvel comprado na planta, a demanda potencial de crédito pode chegar a R$ 55 bilhões ou R$ 60 bilhões, hoje sob risco de taxas mais altas, menor oferta e até distratos.

*Com informações de Estadão

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.