Veja o resumo da notícia

  • O mercado imobiliário de alto padrão busca novas estratégias para atrair compradores, que estão mais informados e recebem muitas ofertas.
  • Incorporadoras convidam o público a participar do empreendimento antes do lançamento, por meio de estruturas como a Sociedade em Conta de Participação (SCP).
  • Esse modelo permite ao investidor assumir riscos e capturar parte da valorização do projeto antes de sua chegada ao mercado.
  • A decisão de investimento exige análise rigorosa do incorporador, do produto, da concorrência e da estrutura jurídica.
  • Para as incorporadoras, a entrada de capital privado pode financiar fases sensíveis e reduzir a dependência de crédito mais caro.
  • A Side Capital, plataforma que conecta incorporadores e investidores de alto padrão, superou sua meta inicial de captação em quatro meses.
investimento em imóveis de luxo
Tatiana Torgonskaya/iStock

O lançamento comercial continua relevante, mas já não garante sozinho a atenção do comprador de altíssimo padrão. O número de projetos sofisticados cresceu nas principais capitais, com arquitetura assinada, tecnologia, serviços e localizações valorizadas. Ao mesmo tempo, o cliente de alta renda ficou mais informado e passou a receber muitas ofertas. Nesse ambiente, comprar primeiro ou obter um desconto inicial deixou de representar, por si só, uma oportunidade exclusiva, aponta coluna Real State da revista Veja.

Participação substitui a simples reserva de unidade

Algumas incorporadoras agora convidam esse público a participar do empreendimento antes do lançamento. Uma das estruturas possíveis é a Sociedade em Conta de Participação, a SCP. Conforme a modelagem jurídica e financeira, o investidor entra em uma etapa anterior, assume os riscos associados ao desenvolvimento e pode capturar parte da valorização até a chegada do projeto ao mercado.

Em determinadas operações, a participação pode se relacionar futuramente a uma unidade, segundo as condições de cada negócio.

Modelo exige análise de risco e solidez

O acesso antecipado também amplia a responsabilidade do investidor. A decisão exige avaliar incorporador, terreno, produto, concorrência, estrutura jurídica e perspectivas de liquidez. Por isso, a confiança na empresa que desenvolve o projeto se torna central.

Para a incorporadora, a entrada de capital privado pode financiar uma fase sensível, reduzir a dependência de crédito mais caro e funcionar como validação comercial antes da venda pública.

Side Capital eleva meta após captação inicial

A Side Capital nasceu em São Paulo para conectar incorporadores residenciais de alto padrão a investidores de grande patrimônio, family offices e clientes do segmento private. Segundo dados fornecidos pela empresa à Veja, a meta inicial era captar R$ 250 milhões nos primeiros 12 meses. A plataforma chegou a R$ 280 milhões em aproximadamente quatro meses e elevou a projeção para R$ 500 milhões no primeiro ano. O desempenho indica interesse por formatos que combinam capital imobiliário e acesso antecipado, mas não elimina os riscos inerentes à fase pré-lançamento.

*Com informações de Veja

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.