Veja o resumo da notícia
- O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar) avançou 0,28% em setembro de 2026, segundo a Fundação Getulio Vargas.
- Juros elevados e endividamento familiar mantêm a demanda no mercado de locação, que convive com oferta limitada de imóveis.
- Rio de Janeiro e Porto Alegre registraram as maiores variações mensais, com 0,45% e 0,57% respectivamente.
- No acumulado de 12 meses, a inflação do aluguel recuou em Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, mas acelerou em Porto Alegre.

O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar) avançou 0,28% em setembro de 2026, depois de subir 0,29% em agosto, destaca o Valor. Em 12 meses, a taxa ficou praticamente estável, ao passar de 5,09% para 5,08%, segundo a Fundação Getulio Vargas. O indicador acompanha valores efetivamente pagos em contratos novos, renegociados ou reajustados em Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.
Crédito caro sustenta a procura por locação
Matheus Dias, economista do FGV IBRE responsável pelo indicador, avalia que os aluguéis continuam com viés de alta. Juros elevados encarecem o financiamento imobiliário e dificultam a compra da casa própria, enquanto o endividamento das famílias reduz o fôlego para assumir um contrato de crédito. Esse ambiente mantém parte da demanda no mercado de locação, que também convive com oferta limitada de imóveis.
Rio e Porto Alegre puxam o resultado mensal
Entre agosto e setembro, a variação mensal acelerou de 0,24% para 0,45% no Rio de Janeiro e saiu de deflação de 0,14% para alta de 0,57% em Porto Alegre. Belo Horizonte registrou estabilidade, com 0%, e São Paulo desacelerou de 0,30% para 0,15%. No Rio, Dias relaciona a pressão a uma oferta menor para a locação residencial tradicional, já que parte do estoque atende ao turismo.
Leitura anual desacelera em três capitais
No acumulado de 12 meses, a inflação do aluguel recuou de 6,37% para 5,77% no Rio de Janeiro, de 8,47% para 7,88% em Belo Horizonte e de 4,58% para 4,35% em São Paulo. Porto Alegre seguiu na direção oposta, com aceleração de 3,36% para 4,36%. Para Dias, taxas anuais menores não eliminam novas altas: além da demanda aquecida e do crédito restritivo, a valorização dos imóveis residenciais tende a pressionar os aluguéis.
*Com informações de Valor







