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Veja o resumo da notícia
- O preço médio de locação de escritórios de alto padrão em São Paulo atingiu R$ 144 por metro quadrado no terceiro trimestre.
- O valor representa um aumento de 16% em relação ao ano anterior e de 23% comparado a dois anos atrás.
- A taxa de vacância nesses edifícios caiu para 12,9%, impulsionada pela redução do trabalho remoto e expansão de empresas.
- A valorização dos aluguéis se espalhou para áreas como Chácara Santo Antônio, Berrini e Chucri Zaidan, após alta em eixos disputados.
- Apesar do recorde nominal, o aluguel médio ainda está abaixo do nível que teria alcançado se corrigido pela inflação desde 2015.
- A recuperação do mercado pode levar proprietários a revisar contratos e estimular transações de edifícios e novos projetos.

O aluguel de escritórios em São Paulo bateu recorde: o preço médio anunciado para locação em edifícios de alto padrão na cidade chegou a R$ 144 por metro quadrado no terceiro trimestre. Os dados são da Binswanger Brazil. O valor representa alta de 16% em relação aos R$ 124 por metro quadrado de um ano antes e de 23% frente aos R$ 117 registrados dois anos atrás.
No mesmo intervalo, a taxa de vacância caiu para 12,9%, ante 15,1% no terceiro trimestre de 2025 e 20,8% dois anos antes. A consultoria relaciona o movimento à redução do trabalho remoto e à expansão de empresas que precisam de espaço adicional.
Aluguel de escritórios em São Paulo se espalha pela cidade
A alta começou nos eixos mais disputados, como Itaim, Juscelino Kubitschek e Faria Lima. Lá o preço médio está em torno de R$ 320 por metro quadrado e supera R$ 400 em alguns prédios novos. Com menos opções disponíveis nessas regiões, empresas passaram a buscar Chácara Santo Antônio, Berrini e Chucri Zaidan. Nos novos polos, o valor gira em torno de R$ 110 por metro quadrado. Na Avenida Paulista, o movimento é parecido, com aluguéis batendo R$ 180 por metro quadrado.
O deslocamento da demanda também impulsiona preços nas áreas menos centralizadas. A combinação de absorção de espaços vagos e oferta mais restrita devolveu capacidade de reajuste aos proprietários. A intensidade varia, porém, conforme a localização e a qualidade do edifício.
Recorde ainda não recompõe perdas da década
Apesar do recorde nominal, o aluguel médio segue abaixo do nível que teria alcançado se acompanhasse a inflação desde 2015, mostra o Estadão. Pela conta da consultoria, o valor seria de R$ 209 por metro quadrado com correção pelo IPCA e de R$ 179 pelo IGP-M, ante os atuais R$ 144.
A recuperação pode levar proprietários a buscar revisões de contratos nos próximos meses. Se a rentabilidade continuar avançando, a tendência também pode estimular transações de edifícios e novos projetos.
*Com informações de Estadão








