Veja o resumo da noticia
- Preocupação da Benx Incorporadora com a falta de mão de obra qualificada impactando prazos e custos na construção civil.
- Estratégia da empresa em priorizar projetos de altíssimo padrão, minimizando o impacto dos juros e da concorrência.
- Diagnóstico do CEO sobre a desvalorização da profissão de pedreiro entre as novas gerações.
- Ações da Benx, como a busca por tecnologias na China, visando a substituição do trabalho manual.
- Foco no mercado imobiliário de luxo, impulsionado pela concentração de riqueza e oferta limitada em São Paulo.

O CEO da Benx Incorporadora, Luciano Amaral, afirmou, em entrevista à Folha, que a falta de mão de obra na construção civil tem afetado prazos de obras e lançamentos. A escassez, segundo o executivo, pressiona os custos do setor, que pode sofrer nova alta caso seja aprovado o fim da escala 6×1.
A estratégia da empresa é focar nos projetos de altíssimo padrão, que são menos afetados pelos juros altos e têm menos concorrência que as faixas populares impulsionadas pelo Minha Casa Minha Vida.
Mão de obra na construção civil
Amaral resumiu o diagnóstico sobre a mão de obra do setor em uma frase direta: “O filho do pedreiro não quer mais ser pedreiro, o filho do mestre não quer mais ser mestre”. Segundo ele, a empresa enviou uma equipe de dez pessoas à China para buscar tecnologias que possam substituir parte do trabalho manual.
O CEO da Benx disse que o problema se agravou com o boom imobiliário. “Não formamos profissionais e aumentamos a produção”, afirmou. Ele também relacionou a escassez à mudança no perfil dos trabalhadores e à busca por ocupações com menor esforço físico.
Mercado imobiliário de luxo
A Benx diz ter se afastado da classe média em um momento de maior competição nas faixas impulsionadas pelo Minha Casa Minha Vida. A empresa concentra sua atuação no luxo e no altíssimo padrão, com destaque para o projeto 280 Art, no Itaim, na zona oeste de São Paulo, onde as unidades chegam a custar R$ 180 milhões.
Para Amaral, não há bolha nesse nicho. “Não é uma bolha. Há riqueza em São Paulo”, disse. Ele citou a limitação de oferta, com prédios de 20, 25 apartamentos, 30 é o máximo, e o avanço da renda em setores como mercado financeiro e agronegócio.
*Com informações da Folha







