Veja o resumo da noticia
- PEC propõe alterar o regime de trabalho 6x1, com votação prevista na Câmara, impactando diversos setores da economia nacional.
- Secovi-SP manifesta preocupação com aumento de custos no setor imobiliário e possíveis atrasos em obras devido à nova legislação.
- Redução da jornada com manutenção salarial eleva custos, impactando o preço final de bens e serviços para o consumidor.
- Atrasos em cronogramas de obras são previstos, afetando a operação, logística e elevando o custo final dos empreendimentos.
- Aumento da informalidade no setor é um risco, com empresas buscando automação e trabalhadores complementando renda informalmente.
- Secovi-SP critica a ausência de estudos aprofundados sobre os impactos econômicos da proposta no mercado nacional.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o regime de trabalho na escala 6×1 – seis dias trabalhados para um de folga semanal – foi enviada para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara esta semana. A expectativa é de que o plenário vote o tema ainda em maio. No entanto, a diminuição da carga horária máxima de 44 para 36 horas preocupa setores que dependem da mão de obra, como o imobiliário.
O Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) avalia que o fim da escala 6X1 pode elevar custos e causar atrasos em obras, além de outros impactos socioeconômicos.
Possíveis consequências da PEC no mercado imobiliário
De acordo com o Secovi-SP, a redução da jornada, aliada à manutenção salarial, aumenta o custo da mão de obra. Esse encarecimento seria repassado pelos setores produtivos aos consumidores, afetando o preço final de bens e serviços.
Além disso, o sindicato alerta que as mudanças podem intensificar a informalidade no setor. Isso porque as empresas podem priorizar a automação para compensar o encarecimento da mão de obra. Desta forma, trabalhadores buscariam renda extra por meio de trabalhos informais, avalia o Secovi-SP.
Debate merece mais estudos, dizem especialistas
O Secovi-SP também critica a falta de estudos sobre os impactos econômicos das mudanças propostas, sugerindo uma abordagem mais técnica e ampla. O tema não é emergencial, argumenta a entidade, e deveria considerar as particularidades de cada setor e atividade antes de ser decidido.
“A classe trabalhadora poderá se encantar com a possibilidade de três dias de descanso semanais. Mas, a inevitável elevação do custo de vida obrigará muitos a fazer ‘bicos’”, afirma o sindicato.
Para a Secovi-SP, o projeto pode ainda comprometer a operação logística de fornecedores, o que seria repassado ao consumidor final.
*Com informações de CNN Brasil







