Veja o resumo da noticia

  • PEC propõe alterar o regime de trabalho 6x1, com votação prevista na Câmara, impactando diversos setores da economia nacional.
  • Secovi-SP manifesta preocupação com aumento de custos no setor imobiliário e possíveis atrasos em obras devido à nova legislação.
  • Redução da jornada com manutenção salarial eleva custos, impactando o preço final de bens e serviços para o consumidor.
  • Atrasos em cronogramas de obras são previstos, afetando a operação, logística e elevando o custo final dos empreendimentos.
  • Aumento da informalidade no setor é um risco, com empresas buscando automação e trabalhadores complementando renda informalmente.
  • Secovi-SP critica a ausência de estudos aprofundados sobre os impactos econômicos da proposta no mercado nacional.
fim da escala 6x1
Imagem: lamontak590623/iStock

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o regime de trabalho na escala 6×1 – seis dias trabalhados para um de folga semanal – foi enviada para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara esta semana. A expectativa é de que o plenário vote o tema ainda em maio. No entanto, a diminuição da carga horária máxima de 44 para 36 horas preocupa setores que dependem da mão de obra, como o imobiliário.

O Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) avalia que o fim da escala 6X1 pode elevar custos e causar atrasos em obras, além de outros impactos socioeconômicos.

Possíveis consequências da PEC no mercado imobiliário

De acordo com o Secovi-SP, a redução da jornada, aliada à manutenção salarial, aumenta o custo da mão de obra. Esse encarecimento seria repassado pelos setores produtivos aos consumidores, afetando o preço final de bens e serviços.

Além disso, o sindicato alerta que as mudanças podem intensificar a informalidade no setor. Isso porque as empresas podem priorizar a automação para compensar o encarecimento da mão de obra. Desta forma, trabalhadores buscariam renda extra por meio de trabalhos informais, avalia o Secovi-SP.

Debate merece mais estudos, dizem especialistas

O Secovi-SP também critica a falta de estudos sobre os impactos econômicos das mudanças propostas, sugerindo uma abordagem mais técnica e ampla. O tema não é emergencial, argumenta a entidade, e deveria considerar as particularidades de cada setor e atividade antes de ser decidido.

“A classe trabalhadora poderá se encantar com a possibilidade de três dias de descanso semanais. Mas, a inevitável elevação do custo de vida obrigará muitos a fazer ‘bicos’”, afirma o sindicato.

Para a Secovi-SP, o projeto pode ainda comprometer a operação logística de fornecedores, o que seria repassado ao consumidor final.

*Com informações de CNN Brasil

Marcela Guimaraes
Marcela Guimarães

editora/redatora

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)

Jornalista colaboradora responsável pelo resumo do noticiário do dia. Tem 28 anos de experiência com atuação como repórter/editora (Estadão Broadcast, revistas piauí e GQ, rádio CBN e Portal Loft), além de atuar como editora-executiva/editora-chefe no SBT News e Curto News. Também foi apresentadora de TV (RIT), além de atuar como podcaster (Veja, Wired, Estadão Blue Studio)