Veja o resumo da noticia
- Os aluguéis residenciais subiram 0,10% em junho, após avanço de 0,33% em maio, segundo o IVAR da FGV.
- No acumulado de 12 meses, o índice também desacelerou, passando de 5,42% para 4,46% até junho.
- A desaceleração foi impulsionada por São Paulo (SP), onde os aluguéis caíram 0,19% em junho, após 12 meses de alta.
- Outras capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre registraram reajustes positivos no mês.
- A taxa de juros restritiva e a moderação do IPCA e IGP-M limitam a capacidade de repasse dos locadores.

Os aluguéis residenciais subiram 0,10% em junho, depois de avançarem 0,33% em maio. O dado é do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais, o IVAR, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (7).
No acumulado em 12 meses, o índice também perdeu força. A alta passou de 5,42% nos 12 meses encerrados em maio para 4,46% até junho.
A desaceleração veio principalmente de São Paulo (SP), mercado de maior peso na composição do IVAR. Na capital paulista, os aluguéis passaram de alta de 0,22% em maio para queda de 0,19% em junho, após 12 meses consecutivos de avanço.
Capitais tiveram comportamentos diferentes
Nas demais cidades acompanhadas pela FGV, os reajustes seguiram positivos. No Rio de Janeiro, a variação passou de 0,34% em maio para 0,35% em junho. Em Belo Horizonte, houve desaceleração de 0,64% para 0,34%. Em Porto Alegre, a alta foi de 0,33%, ante 0,32% no mês anterior.
Em 12 meses, São Paulo acumula alta de 3,95%, abaixo dos 7,56% registrados até maio. O Rio de Janeiro tem avanço de 5,87%, Belo Horizonte soma 7,07% e Porto Alegre soma alta de 3,06%.
Juros limitam repasses
Para Matheus Dias, economista do Ibre/FGV, o recuo localizado em São Paulo foi suficiente para conter o resultado agregado e interromper a aceleração observada em maio.
Segundo ele, a taxa de juros em patamar restritivo segue limitando a capacidade de repasse por parte dos locadores. Ao mesmo tempo, a moderação do IPCA e do IGP-M reduz o piso dos aumentos, já que esses índices servem de referência para reajustes contratuais.
O IVAR mede a evolução dos valores de aluguéis residenciais com base em contratos assinados entre locadores e locatários, sob intermediação de administradoras de imóveis. A metodologia difere de pesquisas baseadas em anúncios, pois captura preços efetivamente negociados.
*Com informações de UOL/Estadão Conteúdo







