Veja o resumo da noticia

  • A inadimplência no aluguel residencial se concentrou nas duas pontas do mercado em maio, reflexo dos juros altos.
  • Imóveis com aluguel acima de R$ 13 mil registraram 6,16% de atrasos, superando a média nacional de 3,22%.
  • Aluguéis de até R$ 1 mil também tiveram alta, passando de 5,56% para 6,31% de inadimplência em maio.
  • O aumento no alto padrão indica uma mudança no comportamento tradicional da locação, segundo a Superlógica.
  • A fragilidade financeira das famílias de menor renda impulsiona a inadimplência nos aluguéis mais baixos.
  • A faixa intermediária de aluguéis, entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, segue mais resiliente, com 1,91% de inadimplência.
  • A expectativa é de que os atrasos continuem em alta nos próximos meses, principalmente nas duas pontas do mercado.
inadimplência no aluguel
Pla2na/iStock

A inadimplência no aluguel residencial passou a se concentrar nas duas pontas do mercado em maio. Segundo a Superlógica, o movimento reflete os juros altos por mais tempo do que o previsto.

Nos imóveis com aluguel acima de R$ 13 mil, os atrasos chegaram a 6,16% em maio, contra 4,52% em abril. O índice ficou acima da média nacional, de 3,22%.

Na comparação mensal, a média nacional variou pouco. Em abril, o indicador estava em 3,18%.

Na outra ponta, imóveis com aluguel de até R$ 1 mil também superaram a média. A inadimplência passou de 5,56% para 6,31% em maio.

A Superlógica afirma que a faixa mais baixa já costuma ter atrasos maiores. Porém, o aumento no alto padrão indica mudança no comportamento tradicional da locação.

Juros altos e garantias locatícias

Imóveis acima de R$ 13 mil costumam ser ocupados por pessoas com renda superior a R$ 40 mil mensais. Esse público inclui empresários, mais expostos ao custo de capital.

“O giro fica caro para as companhias e esses empresários acabam se endividando também na pessoa física para tentar salvar as empresas”, diz Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica, ao Metro Quadrado.

Nesse segmento, proprietários costumam exigir menos garantias locatícias. Em muitos casos, aceitam apenas comprovação de renda, sem seguro-fiança ou garantia bancária.

“Uma garantia frágil dá permissão para inadimplir e depois tentar pagar essa dívida, enquanto um banco vai restringir o crédito e colocar dificuldades na vida econômica, o que desestimula o atraso”, afirma Gonçalves, que defende que as imobiliárias se blindem utilizando garantias profissionais.

Mercado de locação e renda intermediária

Nos aluguéis de até R$ 1 mil, a pressão vem da fragilidade financeira das famílias de menor renda.

“Quando o empresário está passando aperto, começa a gerar uma reação em cadeia, pois ele demite pessoas que, por sua vez, passam a não conseguir pagar o aluguel de baixo padrão.”

A faixa intermediária segue mais resiliente. Imóveis entre R$ 2 mil e R$ 3 mil tiveram inadimplência de 1,91% em maio, abaixo da média nacional.

Para Gonçalves, os atrasos devem seguir em alta nos próximos meses, sobretudo nas duas pontas. A média geral também deve sentir mais impacto.

*Com informações do Metro Quadrado

Nathalia Costeira

Editora da newsletter

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.

Editora da newsletter do Portas e coordenadora de relações públicas da Loft. Jornalista especializada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, atua há mais de dez anos em Comunicação Corporativa, tendo passagens por agências de comunicação, como Máquina Cohn & Wolfe, e empresas, como Grupo Carrefour Brasil, Grupo Pão de Açúcar e Marisa. Anteriormente, atuou como repórter no Sistema A Tribuna de Comunicação, que reúne os jornais A Tribuna de Santos e Expresso Popular, o portal G1 Santos e Região e a TV Tribuna, afiliada da TV Globo.